sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

Dentro…



 
Dentro do olhar
castelos
garças
blocos de gelo…

Dentro do olhar
desejos
sonhos
vida…

Dentro do olhar
lágrimas
gargalhadas
flagelo…

Dentro do olhar
emoção
sensibilidade
solidão…

Dentro do olhar
querer
paz
o mar…

Dentro do olhar
a voz
um coração
a pulsar.

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Não posso


Eu não posso sentir nada,
eu não posso tão pouco gritar,

deixar falar esta voz que me grita cá dentro;

eu não posso dizer nem medir o tamanho deste sentimento,

deste querer,

desta necessidade;

não posso apregoar esta minha verdade cheia de vida e vontade,

eu não posso ser nada,

tenho de sufocar- me,

ficar quieta e calada…

Eu não tenho o direito de perguntar

nem esperar respostas,

só posso guardar para mim este amor grandioso e forte,

cheio de bem-querer e alegria

que nasceu em mim por magia…

Eu não o posso apagar nem esquecer por mais que tente,

posso apenas ficar ausente e só,

tentando mostrar não mais existir e querer,

mentindo -me dolorosamente e sem dó,

mentindo convictamente que consigo te esquecer,

mesmo que por dentro, em mim,

vivas constantemente a renascer!

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

Céu chora



Parece que o Sol foi embora
agora todo o céu chora
triste está com a sua partida.
Assim também é no amor
o coração chora de dor
morre nele uma vida.

O amor é triste quando parte
quando termina a sua arte
e magoado desfalece,
e o coração magoado
chora por ter sido abandonado
e todo o nosso ser escurece.

Parece que Sol partiu
agora o dia é só frio
e o vento varre a rua.
As nuvens vestem o céu de tristeza
fazem luto por terem certeza
que o Sol partiu sem a Lua.

sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

És um bule de chá




 

És um bule de chá
quente
frutado
aromatizado.
bebo-te
doce
como se fosses
ar
adoçado
calórico
histórico.

És um bule de chá
de porcelana fina
que rejuvenesce
aquece
hidrata,
reata.

És um bule de chá formoso,
cheiroso,
leve
feito para aquecer
a alma,
que gota a gota acalma
inunda de prazer.

quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Verde e azul




De azul os anjos pintaram os teus olhos
que desaguaram nos meus verdes como uma flor.
caíram lágrimas intermináveis, aos molhos
por ser distante a nossa história de amor

Os campos, como ovelhas livres, percorremos
e decoramos Sete Cidades com flores,
uma história de amor, vivemos
para escrever no livro da história dos Açores.

Apaixonei-me por ti princesa
e juntos choramos a nossa separação,
vivemos o amor impossível e a sua beleza,
fizemos lagoas do nosso coração.

E quando o sol nos vem visitar ao sul
e a natureza seus sons entoa
vivemos lado a lado, verde e azul
e o nosso amor é agora uma lagoa.