segunda-feira, 7 de março de 2016

Eu fui a única culpada


Tudo foi culpa minha.
Eu fui a única culpada. 

Fui em quem provocou o seu despertar para a vida e para felicidade. 
Fui eu, 
com esta minha mania tola 
de temperar a vida com colheradas e colheradas de amor e sorrisos, 
que causei tanta vontade de mudança e de reviravolta. 
Sim, fui eu.
O meu acordar era feliz e ousado. 
O meu anoitecer era inovador e aventureiro. 
Eu criava regras e fazia com que as cumprissem. 
Eu investia em brincadeiras e provocava gargalhadas. 
Eu assumia a minha vontade, 
proclamava os meus sonhos e não escondia os meus medos, 
as minhas verdades e as minhas dúvidas. 
Sou a única culpada de tudo. 
Assumo. 
Chorei muitas noites e sorri muitos dias. 
Falei sempre o que pensava, mas acima de tudo sempre falei o que sentia. 
Usei sempre da verdade, mesmo quando tive a mentira à minha disposição. 
Eu fui sempre a única culpada. 
Culpada por ter nascido assim e viver o que nasci, 
culpada por querer e assumir o que queria, 
culpada por saber que,
 embora nem todos estivessem preparados para viver coisas verdadeiras, 
ter apenas promovido coisas reais. 

Eu fui a única culpada. 

Porque eu não procurei culpados para os meus erros 
nem culpados para os meus fracassos. 
A culpa foi minha por acreditar. 
Foi minha por me deixar enganar. 
Foi minha por voltar a amar!

Tudo foi culpa minha. 

E sempre será. 
Porque sou eu a dona da minha vida, 
sou eu a “dona deste meu nariz”, 
sou a responsável pelas minhas dores. 
Dores que só vão doer até eu querer. 
Dores que só eu terei de as terminar. 
Dores que só me acompanharão até onde eu quiser…

Eu fui a única culpada. 

Eu fui a única fracassada. 
Ninguém tem culpa de nada.

E quando o meu mundo se desmorona, 

eu sou sempre a única culpada, 
porque eu escolhi caminhos errados, 
porque eu apostei em cavalos parados, 
porque eu plantei árvores secas e sem vontade de crescer.

Felicidades a todos aqueles outros culpados 

que infelizmente não sabem sequer o que é ser!
Felicidades a todos aqueles outros culpados 

que não se mexem com medo do que os outros vão dizer. 
Faço votos de que consigam gerir em si 
a incapacidade de assumirem a sua culpa de fracasso 
e como resultado vivam a saborear o triste sabor da experiência do perder!

Ainda assim, foi tudo culpa minha…

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

História



A nossa história de amor tinha de ser diferente de todas as outras. 
A nossa tinha mesmo de ser original!
Não haveria um pegar na mão, 
um convite para tomar café ou um simples quero conhecer-te melhor.

Na nossa história, 
o mínimo que seria permitido fazer, seria, 
um arrepiante deslizar da mão pelo teu pescoço, 
provocando um arrepio até ao mais tímido poro…

Na nossa história, 
a cafeína era insuficiente 
perto de toda a adrenalina libertada pelo olhar 
que cruzamos no primeiro instante do segundo que nos vimos…


Na nossa história, 
conhecermo-nos melhor não chegava. 
Queríamos conhecer-nos todos: 
o exterior, 
o interior, 
os segredos, 
os medos, 
os desejos, 
as calmas, 
as inseguranças, 
as almas…


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Meu amigo


Esta carta que te escrevo
leva tudo o que sinto por ti:
a admiração,
a amizade,
o bem-querer
e o amor.

Ela é escrita com carinho,
com linhas de ternura
com muita dedicação
e muitas letras de doçura.

Escrevo para dizer-te
que és uma prenda que a vida me deu
que quanto mais te quero mais sei querer-te
e cada vez mais és meu amigo, só meu…

Amo-te com amizade
e esta amizade infinita e cheia de cor
é selada com verdade

nossa amizade é amor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016


Mortes da vida



A vida é feita de mortes
 A nossa vida é feita de mortes. Das nossas mortes. 
De mortes alheias. Mortes estupidas, cruéis e feias…
Quando nascemos, morre-nos a possibilidade de vivermos para sempre. 
Quando alguém nos morre, morremos também. 
Morremos um pouco, morremos dolorosamente.
Cada vez mais, sinto que a morte nos espreita. 
Morremos quando damos mais valor a um lugar de destaque na sociedade, 
do que a um lugar aconchegante num coração. 
Morremos quando nos atropelamos para termos poder, morremos para ter,ter,ter…
Hoje sinto-me um pouco morta. 
Sinto-me assim porque vejo que ao meu redor, 
apesar do lamento e da dor, há gente que vive morta. 
Gente que simplesmente não entende, 
que viver, por viver, 
de nada importa…
Quantas lágrimas mais teremos de chorar,
 para estarmos preparados, para a despedida definitiva? 
Quantas?
Sei que, ainda que chorássemos todos os oceanos, 
jamais estaríamos preparados para morrer ou para ver morrer… 
Só sei isso…

Quando os outros morrem, morremos também. 
Porque vemos nas lágrimas alheias a nossa dor, 
o sofrimento de um pai, 
de um irmão, 
de um amigo, 
de uma mãe…
Olhamos para dentro de nós e dizemos egoistamente: 
passa-me ao lado morte. 
Não me toques. 
Não toques os meus…
Mas quando os outros morrem, morremos também… 
Cada pá de terra fria ou cada labareda ardente, 
que acontece, 
também nos arrefece, 
também nos carboniza…
Hoje sinto-me um pouco morta, por saber certa esta fatalidade, 
por saber que todos os que amo têm um prazo de validade, 
tal como eu…
Sinto- me um pouco morta de saudade, 
choro quem para mim já morreu…

Sinto frio e desconforto. 
Tenho medo e revolta. 
Sinto a maior ingratidão da vida… 
Hoje sinto-me um pouco morta…

E vivemos assim, 
tentando continuar a vida após as mortes que nos vão vivendo…
Tentando levar a vida adiante, 
para lá na frente sermos apenas um instante…
Um instante, em que tudo termina. 
Uma impossibilidade de não mais sentir, olhar, ver sorrir… 
Um instante, silencioso e dilacerante…

Hoje sinto-me um pouco morta… 
E ainda assim tento agarrar-me à vida. 
Rebusco forças que se encontram misturadas com as dores, 
as incertezas, 
os problemas e o prazo de validade incerto e secreto…

Quem disse que um jardim de flores é sempre belo?
Que beleza pode ter uma coroa de flores, 
quando as lágrimas de tristeza regam a nossa alma?

Hoje sinto-me um pouco morta… Ainda que viva…

A nossa vida é feita de mortes. 
Das nossas mortes. 
De mortes alheias. 
Mortes estupidas, cruéis e feias…

Quem disse que um jardim de flores é sempre belo?






sábado, 16 de janeiro de 2016

POEMA DO MUNDO QUE FAZEMOS

A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco.
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor…
À medida que a vida passa
cruzamo-nos com gente sem graça
com projetos de gente
seres desumanos, que nos fazem frente,
desonrando a pureza da alma e da raça,
seres que vivem da mentira e da trapaça…
E o tempo não para…
E cada vez mais, o carácter é qualidade rara.
Hoje em dia quanto mais sacana, melhor
vivemos num clima de morte e horror;
aplaude-se o diplomata que se diz homem
enquanto inocentes, à fome, morrem…
A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco…
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor…
E anda o mundo num corrupio
elas desfilam em peles de animais
e os animais, coitados, morrem de frio…
Num lado do mundo catam migalhas do chão
para matar a fome,
do outro lado
desmaiam de fraqueza
porque não podem engordar
e ninguém come…
Temos um padrão,
um modelo
um guião
um corte de cabelo…
Temos de ter o peito do tamanho certo,
o nariz tem de ser corrigido
o rabo tem de estar empinado
e o decote mais aberto…
Namoramos com data marcada
brindamos à amizade quando o calendário aponta
e após muitos séculos de evolução,
ainda há uma guerra sagrada
e o Homem mata sem contemplação...
O mundo parece uma barata tonta…
À medida que a vida passa
cruzamo-nos com gente sem graça
com projetos de gente
seres desumanos, que nos fazem frente,
desonrando a pureza da alma e da raça,
seres que vivem da mentira e da trapaça…
Parecemos bonecas de pano
e ano após ano
vamos sendo formatados,
ora com cabelos lisos, curtos ou ondulados,
roupas todas da cor da tendência…
Haja santa paciência!
Eles, deixam a barba crescer ou aparam,
usam as calças quase a cair,
usam pós para se transformarem
e deixarem a vida fluir…
Matam-se modernamente
por ser atual
e criam uma sociedade doente
uma bomba-relógio social.
A nossa água está contaminada.
A nossa terra poluída.
Mas nada disto importa,
em Marte deve haver água sagrada
em Marte deve haver mais vida…
A pouco e pouco
O mundo vai ficando mais louco…
A ganância dilata
o homem faz a festa quando mata
joga à batalha naval, com a vida dos semelhantes.
O Homem nasce em guerra,
depois dizem ser racionais
quando nunca viram, nenhum dos outros animais
matar por prazer
até fazer desaparecer
espécies à face da Terra.
A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Noite de Natal





Não se esqueçam do bacalhau
Do peru ,do bolo-rei e do Vinho do Porto;
Não se esqueçam das prendas e dos laços,
Das mesas decoradas com muito requinte e cor.

Já agora,
não se esqueçam de dizer a alguém o quanto vos é especial,
de darem a mão a quem precisa de conforto
de se envolverem, esta noite, em abraços

e fazerem da noite de  Natal, 
uma verdadeira noite de AMOR!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

À janela


À janela de casa
Posso ver árvores a dançar
E chuvas arrastadas
Casas quietas
Ruas molhadas…

À janela de casa,
Por dentro das vidraças decoradas,
Vejo a rua deserta,
O vento cheio de força,
A relva molhada,
Uma mente aberta,
Folhas mortas que vão dançando
Quando o vento as vai soprando
E depois solta-as, como se fossem pássaros mortos,
Que vão caindo sem ação
Inertes
Pelo chão…

À janela vou revivendo
Tempestades passadas
Quando o tempo ainda era interminável,
E vão chegando pensamentos
E vão chegando (pre) visões
De dias incertos
Jardins desertos
Novas tempestades,
Furacões...

À janela vejo o gato
Que se abrigou em cima do tapete,
Enrolado no seu pelo, aquece-se,
E nem dá pela tempestade que passa;
Dorme, descansado, sem reparar que o olho
Da janela…

À janela posso ver
A revolta da natureza
E esperar quieta que tudo passe…
À janela
Espero que o tempo se adiante
E que logo chegue o meu amante,
E com toda a força do vento,
erga-me em seus braços,
E me abrace…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Tempestades


Por aqui o céu prepara-se para chorar
Lágrimas atrasadas e lágrimas futuras
As árvores agitam-se, tentando aliviar
O peso triste dos olhos das nuvens escuras.
As flores da buganvília dispersam-se pelo chão
Deitam-se sobre a verde relva molhada,
Enquanto as palmeiras do vizinho se agarram bem ao chão,
O vento dança comemorando a partida de uma árvore arrancada…
O vento traz sempre novas visões, novas aragens
Para quem se sente sem ar, sufocado,
Quando chegar a bonança haverá espaço para novas viagens
Para tomar um rumo novo ou um regresso ao passado…
A vida é feita de tempestades
Muitas inesperadas
Outras anunciadas,
Mas todas com fim!
E como na natureza tudo tem o seu tempo de findar
Nem com toda a sua força, o vento, há-de arrancar
Todas as raízes que trago em mim.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sempre é Natal



    
É Natal sempre que há esperança
E em nós habita o espírito de criança!

Sempre que fazemos o bem, é Natal,
Tornamos o mundo, um lugar especial!

É Natal sempre que ajudamos o nosso irmão
Enchemos com amizade e amor o nosso coração!

Sempre que enchemos a vida de alguém com luz
É Natal, nasce Jesus!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aposto que há gente que nunca provou um poema


Aposto que há gente que nunca provou um poema;
Que nunca sequer descascou um verso;
Nunca polvilhou com canela uma rima,
Sequer tocou de leve os lábios
Para lhe sentir o gosto.

Aposto que há gente que faz poemas a metro
Que acredita que basta juntar água,
Mexer, e já está: POESIA.
É gente desta que engorda do vazio e da mesquinhez,
Gente que nunca provou um poema…
Aposto que há ainda gente assim
Distante dos melhores sabores e aromas requintados.
Coitados!
Aposto que ainda há gente que devora uma história falsa e ruim
Ao invés de degustar versos e versos apaixonados.
Sei que ainda se escrevem romances inventados,
Que se copiam poemas, mas com alguns versos trocados…

Aposto que há ainda gente que nunca provou um poema,
Um verso,
Uma quadra,
Poesia…
Gente desta invejosa
Gente horrorosa
Projetos de gente… vazia…
Aposto que ainda há quem não se arrepie
Quando de uma garganta,
Poemas se libertam melodiosos
Aposto, sim!

Ainda há gente assim,
Que caminha entre os verdadeiros poetas
São Projetos de gente,
Mentiras vivas
Disfarçando  maldades, com sorrisos e historietas.
Inventando histórias de dó, dor e piedade,
São castelos de cartas temporários
Que há menor brisa do vento,
Os desfará, soprando para o ar a verdade…

Aposto que há gente (ainda) que nunca provou um poema,
Gente que julga ser livro
Por se esconder numa capa...

Ai! Ser tolo!
Ainda há gente que acredita
Que um livro de poesia
Pode ser feito num dia
Fácil e imediato,
Como é o fazer de um bolo…
Aposto que há gente que nunca provou um poema,
Gente pequena,
Sem miolo…

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Beijo tácito


Do outro lado da rua
Dum outro lado da vida
Vislumbraste uma mulher,
Encheste a tua visão que era nua
Encontraste uma saída
Desististe de morrer…

Do outro lado, do lado de dentro
Despertou em ti um viver
Reanimou-te o teu pulmão
Percebeste que és morada de sentimento
E que aquela mulher
Ressuscitou o teu coração…

Do outro lado, do lado da felicidade
A vida sorriu para ti confiante
Livrou-te de um destino aflito…
Encontraste, por inteiro, a tua metade
Segues, do seu lado, adiante
Trocando com o olhar um beijo tácito.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Amor logo cedo


Logo cedo elas acordam, e abrem a porta do guarda-roupa
Perdem-se na escolha imensa de uns trapos para vestirem o corpo,
Tropeçam em caixinhas cheias de sombras e base
E tentam dar cor ao rosto
Que tantas vezes veste olheiras de desgosto…
Logo cedo eles cobrem o rosto de espuma branca
Raspam os pelos, embelezam-se,
Banham-se, perfumam-se
Olham-se ao espelho,
Para verem se os outros vão gostar…
Enquanto isso, elas esticam os cabelos encaracolados
Ou enrolam os cabelos esticados,
Depressa,
Que o tempo está a passar…

Logo cedo tudo corre
E ninguém olha o céu
Ninguém se digna dizer o quão lindo está o dia,
Que bom é estar vivo,
que truque este de magia
Que fez a mãe natureza,
Que ergueu o Sol no céu,
Depois de tanta escureza …

Depressa que o dia já nasceu
Mas ninguém viu…

Logo cedo a cozinha cheira a café
Cheira a pão com manteiga
E leite com chocolate.
Logo cedo, eles vêem o email
E elas já não os  beijam
Para não borrarem o batom escarlate…

Já é dia, e logo cedo há atropelos nos corredores
E não se ouviram vozes,
nem “Bons dias, meus amores!”

Cada qual prepara a sua marmita
cada um metido no seu mundo
e quando ninguém se  grita
paira na casa um silêncio profundo…

E ouve-se uma porta pesada de madeira
Bater
Que faz as paredes da casa vizinha estremecer,
E lá vão eles no carro top de gama,
apressados
Juntos,
em mundos separados…

Amor logo cedo
Senti a tua mão deslizar
no interior da minha camisa de noite
e senti-me a acordar…
Abraçaste-me, quente
Beijaste-me a orelha com uma dentada
Enquanto a tua mão caminhava,
Desenfreada…

Amor logo cedo
Fomos um abraço sem pressa
Fomos geólogos corporais
Fomos forno
Grão de café
E o teu corpo doce e morno
Arrepiou-me até à ponta do pé,
Arrepiou-me (toda) até não mais…

Amor logo cedo
Vimos a luz solar
O vento
E o luar…

Amor, logo cedo, tomamos banho de meiguices
Contamos histórias arrepiantes (aos ouvidos)
Rimos de tolices,

Acordamos o dia com gemidos…
E as minhas bochechas ficaram coradas
E as nossas sombras mais juntas e apressadas
Receberam o novo dia.
E a minha pele rejuvenesceu
E o teu sorriso que é todo meu
Brilhou mais do que uma estrela guia…

Amor, logo cedo, fomos amor
Pão quente
Sumo de frutos
Mel,
Fomos (pele) torrada,
Calor…
Fomos amor, logo cedo,
Fomos bandeja de sabores saciantes,
Semeamos pelos corpos beijos
Abraços,
Aromas…

E amor, logo cedo,
Enquanto me tomas
Fazendo do amor
Pequeno-almoço,
Beijo-te
Agarro-te o pescoço
Fundindo mais as nossas vidas
Qual diário e seu segredo.
E no escuro, amor, por debaixo do cobertor,
Fomos amor,
Amor logo cedo…




domingo, 6 de dezembro de 2015

Teoria


 

O amor: a teoria mais sensual,
Vestido de papel,
Pintado com todas as cores,
É tela,
Poema,
Vital
É cartilha,
Carta apaixonada,
Listagem de odores.

Têm milhões de páginas escritas,
Expressões ruidosas,
Palavras bonitas…
Há lágrimas impressas,
Gritos aflitos,
Pernas abertas,
Corpos suados,
Caixas de chocolates,
Rosas,
Muitos gritos (calados) …

O amor é pele aquecida pelo Sol,
É casaco de lá
Girassol
Um frasco de perfume.
Então o amor é tudo o que foi desejado
É o futuro presente,
Caminho traçado,
Jardim de flores calcetado com ciúme.

Esta é a teoria mais prática do eixo da Terra
É remédio (santo) para as dores da alma,
Remédio para os que sem alma fazem guerra,
Arma e luz dos mistérios do coração…
O amor é o rei,
É o mágico,
O Papão,
O sapo,
A abóbora,
Aurora celestial.
O amor é o “era uma vez”
É o “ viveram felizes para sempre”,
É o misterioso sapatinho de cristal…

Tem milhões de páginas escritas
É sal,
Tempero,
Que não pode faltar…
Se és pelo amor, porquê não gritas?
Só o amor não pode faltar…
Tudo na teoria do amor é resumo,
Tudo no amor é consumo

E quem não o traz para a vida?
Precisa de o trazer…
Porque o amor é o sal,
O tempero,
O gosto,
E quando a vida não tem gosto
Quem a consegue comer?

sábado, 5 de dezembro de 2015

Não


Não é poesia quem quer, 
mas quem nasce poesia.

Não é pássaro quem voa,

mas quem nasceu com asas para voar.

Não é semente quem é lançado à terra,

mas quem germina depois de sepultado.

Não é amor quem obriga amar, 

mas quem liberta, 
deixando os braços abertos,
para quem parte, 
voltar...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ela


Quando ela anda há movimento
Ela arrasa com a potência do vento
Porque ela é toda energia.
Avança na vida cheia de talento
Toda ela é sentimento
Carrega nos olhos magia.

Quando sorri, sorri das entranhas
Não se apoia em façanhas
Nem faz da mentira as suas indumentárias.
É vitoriosa, lutadora
Persistente, coerente, sonhadora,
Invejada pelas reles e otárias.

Quando ela solta os cabelos ao ar
A natureza ajoelha-se para ela passar
Faz-lhe vénias à sua genuinidade.
Ela é vistosa, real, desejada,
Feliz, cuidadora, amada
É uma mulher de verdade.

Quando chora, chora porque sente,
Se erra, assume, não mente,
É frontal, inspirada, um furacão.
Não perde tempo com miudezas,
Dedica-se às suas belezas
Vive em paz com o seu coração.

Quando ela caminha as pedras se agitam,
Os pássaros cantam, as flores se esticam,
Para deixá-la passar majestosa.
É a senhora poesia
Do seu apaixonado, a alegria
É mulher firme, doce e formosa.

Quando anda, anda destemida
Olhar seguro, cabeça erguida,
Não se camufla em artimanhas de breu.
Ama, sente, ri e persiste.
Sim! Esta mulher existe!
Sim. Esta mulher sou EU!


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Meus espaços



 

Vem amor para os meus braços
Que são teus os meus espaços
Vem aquecer o meu corpo torneado.
Quero-te! Desejo-te em mim
Esta fome não tem fim
Vem para mim apaixonado.

Vem sorrir para os meus olhos felizes
Abraçar-me enquanto me dizes
Que sou teu sonho, teu encanto.
Quero-te no meu corpo, no meu pensamento
Quero-te em mim, por fora por dentro
Vem para mim, quero-te tanto.

Vem saborear as minhas sinuosidades
Satisfazer as minhas vontades,
A minha sede interminável de prazer.
Vem amor viver o amor
Com verdade, sem pudor,
Vem para os meus braços viver.


Presentes da natureza


Quando a natureza acorda
E faz de nós folha leve
Leva-nos , traz-nos e nos renova
Enfeita a nossa pele com neve.

Quando a natureza faz magia
Enche o céu de estrelas luzidias
Pinta com Sol a nossa vida
Aconchega-nos em noites frias…

Quando a natureza está zangada
Varre-nos com ventos e trovoadas,
Traz-nos a bonança desejada
Molha-nos com chuvas geladas…

Quando a natureza nos ampara
Nos momentos de fúria e dor
Faz de nós beleza rara,

Presentes da natureza com amor!

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Nunca roubarão!


Pessoas roubam palavras
Roubam ideias
Roubam …
Mas há coisas que nunca roubarão!
Os pensamentos
Os bons momentos
E a vocação.

Pessoas roubam dinheiro
Roubem bens
Roubam...
Mas há coisas que nunca roubarão!
Os beijos apaixonados
Os corpos saciados
A emoção.

sábado, 21 de novembro de 2015

Escadaria


Cada dia um degrau
que nos leva adiante
aproxima-nos do céu
afasta-nos do tempo distante…

Devagar a cada passo
fincando os pés no chão
colhendo cada minuto de vida com um abraço
depositando em cada gesto coisas do coração…

Esta vida
esta escadaria
conturbada
que nos leva
nos reserva
para o tudo ou para o nada…

Esta vida
uma escadaria
um turbilhão de sentimentos
uma caminhada
um instante
inesperado...

Em que cada passo
é um novo espaço
para sorrir
com vivacidade
esperança
liberdade
e saber resistir.

Cada dia um degrau
que nos leva adiante
uma caminhada
um instante
agregado
à capacidade de sonhar…
Em que cada passo
há um novo espaço
para amar!



terça-feira, 27 de outubro de 2015

Só por vós


Só por vós
ainda tenho voz...

Só pelos vossos sorrisos e necessidades
ainda tenho algumas vaidades,

só pela grandiosidade do meu sentimento
vou enfrentando tanto sofrimento...

(tenho um nó na cabeça
tudo o que quero é que ele desapareça)

( dói-me, atrapalha
está a agoniar-me
não deixa-me amar-me...)

Só por vós amanheço
e não me retiro

a cada recomeço 
só por vós, sei que respiro...

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Pedra Amor


 

Ela faz das pedras esculturas
e das ondas telas,
faz das lágrimas,suturas,
enfeita com sorrisos os peitoris das janelas.


Ela caminha sobre a dor,
e pelo caminho espalha beleza,
semeia em cada pedra amor
enfeita com joias a natureza.


Ela ora com sorrisos,
e em cada amanhecer,
dá paços suaves e precisos
que enriquecem seu viver.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O amor





O amor é como a água! 
Nutre, rega, alimenta, refresca, lava, purifica, arrasta, relaxa … 

O amor faz de nós flores, brisas serenas e luar, 
transforma as nossas mágoas em cores e acende estrelas no nosso olhar! 

O amor faz-nos ter a capacidade de sentir que uma aragem que passe no nosso rosto, 
são beijos ternurentos de alguém querido, 
que nos abraça calorosamente num abraço eterno, 
enquanto nos declama doces poemas ao ouvido!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Ganância


Ao conhecer-te tornei-me uma pessoa extremamente gananciosa.
Desde que os teus olhos cruzaram os meus que eu só penso em ter, ter, ter…
É uma coisa por demais…

Agora o meu objetivo de vida é ter mais tempo ao teu lado,
ter mais o teu beijo apaixonado, ter mais o teu abraço apertado…
Que ganância!


Passei a exigir sempre a tua companhia na cama,
na casa de banho, no duche, na cozinha a preparar as refeições,
à mesa, no sofá da sala, nas compras do supermercado …

Quero sempre dar-te a mão quando passeamos
e ter a tua mão na minha perna quando vais a conduzir.
Todas as fotos que tiro, quero ter-te sempre a meu lado.
Quero dividir contigo a sobremesa, o protetor solar, o batido proteico.
Assumo. Fiquei tão gananciosa.

Quero que os teus olhos apenas sorriam para mim,
que os teus lábios falem comigo sem parar,
que os teus braços estejam sempre abertos e prontos para me receber.
 Passei a usar as tuas t-shirts , os teus pijamas e os teus calções.
Quero tudo de ti.
A minha vontade é tirar-te tudo: o juízo, a respiração e o sono…
Quero estar no teu pensamento, ser o teu pensamento,
viver nos teus sonhos, na tua realidade, na tua necessidade de vida.

Exijo ser a tua realidade, a tua verdade, a tua vontade.
Passei a ser tão gananciosa.

Noto que desde que os meus olhos cruzaram os teus,
que as nossas vidas estão entrelaçadas, unidas, fundidas…

Passei a desejar que acabes as minhas frases,
que adivinhes os meus pensamentos, que interpretes os meus sonhos…
Quero ter mais momentos a dois, mais sorrisos a dois,
mais silêncios apaixonados a dois…
Assumo. Fiquei tão mais gananciosa.

Quero até que a palavra amor passe a ter o teu nome
e que as borboletas tenham a cor de que mais gostas.
Passei a desejar que o mar fosse menor
para que tu fosses grandioso e único,
e que o Lua tivesse as formas do teu rosto,
já que o sol passou a ter quase a intensidade do calor do teu abraço.

Que ganância, querer ser o primeiro contato da tua lista no iphone ,
 e o segundo… e o único…
Ao conhecer-te tornei-me uma pessoa extremamente gananciosa!

Passei a achar que todos os poemas de amor já escritos falam do nosso,
que todas as canções contam a nossa história,
que todas as telas pintadas são coloridas com as cores deste amor…

Que ganância…
Desde que os teus olhos cruzaram os meus que eu só penso em ter, ter, ter…

É uma coisa por demais…

Agora o meu objetivo de vida é ter mais tempo ao teu lado,
ter mais o teu beijo apaixonado,
ter mais o teu abraço apertado…