sábado, 29 de janeiro de 2011

Abandono

Hoje mesmo ao acordar,
Percebi que não estavas
No nosso lar!
A angústia foi maior,
Quando despertei para a realidade
E não estavas ao meu redor!

Procurei – te pela casa, pelo jardim
Procurei – te na rua
E dentro de mim…
Encontrei – te apenas por um momento
Estavas num recanto,
Do meu pensamento!

Perguntei – te o que querias,
Matar – me de saudade?!
E disse – te que não saías …
Podias viajar, o mundo correr,
Mas nunca na vida
Poderia te esquecer!

E fiquei ali mesmo, sentada
Sem ninguém para falar,
Abandonada...

Até que alguém por mim teve compaixão;
E lá estava eu acompanhada
De novo pela solidão.
A surpresa adormeceu - me, deu – me sono...
E mais um dia começava, e eu...
Acompanhada pelo abandono!





Poetisa

Sou apenas um pó  
Dorido, cansado, tristonho!
Sou alma e corpo num só,
Sou como o terror… medonho.

Sou peito e coração,
Vida, sangue e dor!
Pote vazio sem poção
De fabricar amor…

Sou uma mulher, bem sei,
Sou fruto de uma união,
Sou quase tudo o que sonhei
Poetisa, ainda não.

Sou pedinte, oh povo meu! 
Me concede um momento,
Para que escreva no céu
Minha fúria, meu talento.  
   

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sussurro



Deitada, a cabeça na almofada macia,

o corpo na cama, a alma na lua,

sonho de olhos abertos e há magia

que me leva à cama tua!


Procuro no leito o calor

do abraço , do beijo... o tesão,

a vontade de beber do amor,

fonte que sacia a sede da paixão!


Os pensamentos percorrem a mente;

viajo deitada... para tão longe do fim,

encontro desejo nos olhos de tanta gente,

gente que me devora ao olhar para mim!


Quieta... tremo.... só de imaginar,

que um sussurro calado me enlouquece,

e que o beijo que nunca provei me irá levar

a um céu que jamais alguém esquece!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Há quem...



Há quem diga que é melhor
não amar para não sofrer,
eu prefiro viver de amor,
sofrimento faz crescer!

Há quem toda a vida passe
no escuro escondido,
sem ter quem lhe abrace,
sem beijar alguém querido...

Há quem fuja da felicidade,
com pavor de se entregar...
eu corro p'rá liberdade
que sinto ao amar...

Há quem pense que o amor
é bicho selvagem e cruel!
Há que saber espantar a dor
e apanhá - lo com mel.

Há quem diga que não te quero...
Não acredites... difamação...
O amor por ti é sincero...
Vives no meu coração!