terça-feira, 19 de abril de 2011

Vento


Hoje fui a enterrar
ainda viva,
a soluçar...
E impávido
o coveiro,
pá a
de pesada terra,
sepultou – me,
como se eu fosse um detrito
num aterro.
Que dor,
ser como lixo despejado
num terreno árido e vazio…
Que cansaço,
que frio...
Que mágoa...
Que pena
ser mal amado,
e matar devagarinho
tanto amor e carinho
que docemente foi gerado… 

1 comentário:

  1. Lindo! Que dizer mais, depois de "saborear" e "Sorver" até á última gota? Imaginação fértil! Inspiração infinita!Inescedível poder de comunicação, para transmitir, como água cristalina, tudo o que te vai na Alma. Parabéns! Obrigado por "dividires" connosco o Poder da tua intuição! És um poço de inspiração! E, de um poço, só se sai para cima. É o que vejo na tua poesia! Cada vez melhor, e mais alta!

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