terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nos teus braços


Acolhida como uma flor
enraizada no teu colo,
eu sou tua mulher,teu amor.
Tu és meu céu e meu solo.

Nos teus braços a noite inteira
sou jardim e céu estrelado,
sou canteiro de flores,sou floreira,
pelo teu doce amor,campo regado.

E no frio doce da madrugada
buscas-me!Apertas-me com mansidão
e colhes-me novamente.E eu,por ti abraçada
renasço tantas vezes quantas bate teu coração.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Cais da noite

 
Chegaram trazendo a noite vestida,
nos olhos,albergavam silêncios e risadas.
Abriram a porta das portas da vida,
fecharam baús de vidas passadas!

De encanto embebidos,da noite fizeram
palácio de cristal,erguido no cume
dos abraços e das palavras que disseram,
envoltos em amor,banhados em lume!

Devagar na corrida dos olhos galhofeiros,
foram colo de lembranças e alegrias joviais;
saciaram suas vidas com os corpos dos cheiros
como brisa que perfuma,
das ondas do mar, a espuma,
quando estas beijam o cais!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Candeia


Acordaram em mim emoções adormecidas,
floriram na minha alma novas vontades,
vi - me ao espelho e senti - me renascer das cinzas,
...
renovei a voz que grita minhas verdades!

Fui de novo candeia, iluminando o rumo meu
regaço de cetim envolvendo sonhos e desejos;
acordaram em mim raios de sol e pedaços de céu,
estrelados pelo mel do calor dos teus beijos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Meia – noite

Meia-noite… escuridão
Ondas de mar que se agitam,
como se em danças se envolvessem;
caem cores pelo céu escuro,
ganha-se esperança no futuro,
como se todos os males morressem.

Meia-noite de abraços,
entre olhos que gravam os traços
dos céus, que coloridos pela chama,
são fogo dos fogos de vida renovada,
desfecho da fé na penosa caminhada
de lutar e acreditar no que se ama.

Meia – noite em noite fria
Na qual se divide tristeza e alegria
Passa leve e cuidadosa.
És agora sonho e verdade,
meta e lágrima de saudade,
és um poema,és vida nova.