quinta-feira, 26 de julho de 2012

Apetece-me


Apetece-me tanto fazer amor contigo,
aquele amor selvagem qual ribeira de inverno apressada,
sentir teu suor escorrer do cume do meu seio até ao umbigo
e deixar-te percorrer minhas pernas até minha terra alagada…

Apetece-me teu corpo servido em finas folhas de cetim
arrepiado de gemidos e enlouquecida quentura,
atado às minhas mãos e aos meus lábios carmim,
agarrado intensamente à linha da minha cintura.

Apetece-me fazer do chão nosso leito,
do meu corpo terreno lavrado …viveiro,
envolver-te nas colinas do meu peito,
amar-te, sem pressas, o serão inteiro…

Apetece-me subir-te ao colo e consumir
teu alimento nutritivo carregado de paixão
e pertencer-te até sentir
teu corpo explodir de tesão…

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Borboletas a sorrir

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Livro



Um dia quando eu morrer
quero, que folha a folha, me leias
e recordes nas finas folhas o prazer
que fizeste correr quente em minhas veias.

Quando a vida findar, nesse corpo que o teu ama
peço-te que sorrias ao lembrares-te de nós
e que ao cerrares os olhos sintas meu cheiro na cama
e ouças, ao ouvido, o som dos sorrisos e da minha voz.

Adormece então meu amor, meu homem, minha paixão
e se acaso te invadir uma lágrima de saudade,
junta-as às que te alagam o coração
pois, sabe ele que foste o amor,a verdade.

Estarei longe do teu abraço suavizante
mas adormecerei contigo a cada anoitecer
pois, fui toda a inspiração que repousa na tua estante
impressa no livro que nosso amor me fez escrever.





quinta-feira, 19 de julho de 2012

Morena

 
Vem sol,vem-me beijar
dá-me teus raios de calor
Vitamina-me,vem-me tocar
enche-me de dourada cor.

Vem sol,vem colorir
meus dias de verão
traz-me alegria,faz-me sorrir
aquece meu coração!

Vem sol,minha pele dourar,
beija-me o corpo quente.
Vem suave me abraçar
deixa meu corpo ardente…

Vem sol,inunda-me de existência,
desabrocha-me qual açucena,
liberta a minha essência
p'los poros da minha pele morena.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Minhas lágrimas



Minhas lágrimas são palavras de meu coração
mostrando a verdade da minha emoção.

Minhas lágrimas são a voz da minha alma
que vazia e triste perde a calma…

Minhas lágrimas são a verdade
das dores, dos amores, da minha sensibilidade.

Minhas lágrimas são reais,
pedaços da minha dor;
são o receio da solidão, do vazio do coração
e do abandono no amor!


quinta-feira, 12 de julho de 2012

Amor


Os teus olhos são feitos de pepitas de luz solar
pois brilham reluzentes, parecem-me incendiar.

O cheiro da tua pele é sumo fresco de flores...
e hipnotiza meus sentidos, reaviva minhas cores.

Os teus lábios são ribeiros de mel dourado
percorrendo minhas encostas sem pudor e nem pecado.

As tuas mãos são arados de alvo e macio algodão
lavrando meu corpo, semeando amor em meu coração.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Fim de tarde

 

A luz do sol vai sendo apagada
por nuvens que vão ficando adormecidas
e se vestem de negro luxo e geada
e luzes pequeninas e destemidas,
e no céu irrompem silêncios de madrugada
e sons de bocas jamais esquecidas…

Varre-nos uma brisa com gosto de noite quente,
Que nos acaricia a pele, como se fosse uma mão de calor,
que aquieta a inquieta alma da gente
que tantas vezes vive buscando noites de amor
e encontra em momentos do inconsciente
forças para voar como se fosse um açor…

E nas varandas dos braços de alguém que busca paz
vemos luares e sonhos em imagens estreladas
e a calma que nos espreita sempre nos traz
recordações de palavras que ao ar foram jogadas,
molhando de ideias tudo o que a vontade nos faz
reviver nas calmas tardes de verão passadas…

E agoniados muitas vezes, por deixarmos de sentir,
vemos morrer vontades e fogo que em nós arde
e vivemos quase sempre a nos mentir
de modo ingrato que nos mata sem alarde
permitindo tantas vezes que sentimentos possam fugir
sem que experimentem a magia d’um fim de tarde.





sexta-feira, 6 de julho de 2012

Maresia



Vai e vem entre ondas dançantes,
entre marés baixas e calhaus despidos.
Inebria paixões e corpos amantes
repousa, calmamente nos sentidos.

Penetra docemente a alma sonhadora;
traz à mente lembranças e arrepia
e na espuma do mar ancora
desejos intensos, sonhos e fantasia…

Entra em nós salgando fundo
cada célula da memória,
perfumando nosso mundo
de mar, sal e imensa história!

Leva longe o olhar do espírito
numa busca de saudade e calmaria…
resgata memórias gravadas … que bonito
reviver  momentos em gotas de maresia.


Amor puro


Dispenso lençóis de cetim,
quero é ter-te envolvido em mim.

Não me agrada ouro nem diamantes
sou rica mergulhada em teus lábios escaldantes

Despoja-me de roupas caras(deixa-me nua)
esquenta-me com tuas mãos soalheiras crivadas de raios de lua.

Afasta de mim bibelôs e potes de dinheiro
e cobre com teu corpo meu corpo inteiro.

Abraça-me nas lágrimas e na dor,
defende-me nas lutas e alimenta nosso amor.

Oferta-me cumplicidade...ternura...o futuro
e viveremos alimentados de amor puro!


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Já fui


 

Um dia já fui sonho e aspiração;
Já fui momento ansiado.
Um dia já fui bater acelerado de coração
e olhar brilhante apaixonado.

Um dia já fui cobiça e fogo de desejo;
Já fui amante tornada companheira.
Um dia já fui procura desesperada do beijo
e confiante conselheira…

Um dia já fui princesa resgatada;
já fui abraço apertado e destemido.
Um dia já fui mulher real em conto de fada
num sorriso brilhante e florido.

Um dia já fui lágrima de sentimento;
já fui aguarela colorida…
Um dia já fui mais que um momento
adormecendo nos braços da minha vida…

Um dia já fui oceano e luar;
Já fui versos de uma canção.
Um dia já fui mulher e verbo amar,
cumprindo meu destino e convicção.

Um dia já fui pensamento inconveniente;
já fui tristeza e negação…
Um dia já fui tudo o que minha mente
desejou intensamente com o coração…


terça-feira, 3 de julho de 2012

Animais



Por vezes o sol nasce e só vemos aguaceiros;
os pássaros cantam e só escutamos gritos de dor;
a vida dá-nos liberdade e fazemos de nós prisioneiros
em gaiolas de gélido odio e rancor…

Somos como flores ao vento (suaves como uma brisa)
onde por vezes nem o vento nos empurra para o sentir,
por insistirmos numa raiz cruel que nos martiriza,
nos corrói o esplendor dos olhos e a magia do sorrir.

Somos assim, os animais racionais,
que a todos os outros apelidaram de oposto!
Tristes humanos que tentando querer ser sempre mais
matam espécies e planetas de desgosto…