quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não vive cá



Sai de mim inverno triste!
Vai embora, parte já!
Que lugar morto em mim não existe,
a tristeza não vive cá!

Quero vento mas, de asas das andorinhas,
estilhaços de gotas de mar salgado
e nuvens tocando os poros das linhas
do meu corpo de verão enluarado.

Sai de mim tempestade
leva tuas chuvas de gelo talhadas,
que em mim não existe maldade,
que eu sou de batalhas conquistadas.

Mundo errado


Tenho dias que amanheço
que nem me sinto e só pareço
de carne humana ,um naco.
E meu valor é medido

pelo trapo que trago vestido…
Todo o interior é tido como fraco…

Desperto e tento adormecer
Na tentativa de não ver
o meu mundo se desmoronar,
já que como pessoas valemos
apenas por aquilo que temos
de nada importa a capacidade de amar…

Fui entregue em mundo errado…
Eu fui talhada num bocado
de sentimento e emoção
mas no mundo que vivo agora
só se valoriza a aparência de fora
de nada conta o tamanho do coração!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coração palpita


Meu coração palpita agitadamente
ao ouvir-te e ao ver-te,
e acolhe-te docemente
para possuir-te... ter-te...

Minha pele arrepia poro a poro
arrepiando cada pedacinho do meu ser
pois teu toque que tanto adoro
faz meu mundo loucamente estremecer...

Entra em mim pelo olhar
incendeia minha imaginação
leva-me ao céu a passear
pelo toque suave da tua mão...

Meu coração palpita veloz
com a presença da tua respiração
com o calor da tua voz
e a vida do teu coração...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Coisa doce


O sal do meu corpo
é açúcar p’ra tua boca
ar para os teus pulmões,
luz para os teus olhos.

O mel da minha pele
é música para a tua dança,
leito para o teu descanso,
alimento para a tua fome.

O perfume do meu olhar
é abrigo para a tua nau
cratera para a tua lava
estrela para o teu céu…

O sorriso do meu rosto
é como se energia fosse
sou o teu sol-posto
a tua coisa doce!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Assim...

 
Calados não andámos.
Tristes não sorrimos.
Magoados não amámos.
Adormecidos não sentimos…

Raivosos não vivemos.
Distantes não olhámos.
Feridos não queremos.
Deprimidos, só choramos…

Gelados não acalentámos.
Duvidosos não progredimos…
E assim, despedaçamos
sentimentos em pedaços ínfimos.