segunda-feira, 29 de abril de 2013

Barco Poesia



 

Um barco atracou no cais (dos meus pensamentos)
e enquanto era varrido pelo agitar das ondas e dos ventos
aproava calmamente em minha alma.
Parou-me; levou-me; atracou-me
e suspenso, navegou-me
nos breves momentos meus de paz e calma.

Um barco carregado de sonhos e esperança
transportou um velho,um jovem,uma criança
levando-os por mares ricos,povoados por seres de mil cores.
Eu fui cais salgado por um dia,
fui barco chamado de Poesia,
fui porto de chegada; fui Açores!

Gemido de amor



Adoro o teu gemido de amor,
de prazer(o que for)...
Desassossega-me o tremer do teu corpo, 
a agitação da tua boca…
(E)levas-me ao céu dos pecados 
e fazes de mim uma apaixonada e louca,
que na secura dos teus lábios,
enche-se de vida
e junta os seus bocados(ficando inteira)…
E adormecer à tua beira
é simplesmente relaxante,
é viver sonhando e sonhar vivendo
é vivendo amando e amar viver
é sentir que se existe
e que este amor… ai,este amor
é tão vivo e vibrante
que a cada gemido de prazer
o peito torna-se um gigante
forte e lutador,
Para levar-te,ajudar-te,cuidar-te
e sussurrar-te palavras de amor.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Gotas de mar

 
Naquele dia
Passaste por mim e não me viste
E para mim
Nasceu a alegria.
Lá no alto do céu azul,o sol brilhava
E eu via, passar por mim,quem tanto queria…
E o teu corpo caminhava…
E o meu olhar te sentia!
Olhei-te como quem te banhava
E fui como se fosse sal para te salgar,
E escorrer-me,pelo teu corpo, desejava,
Como se eu fosse,em ti,gotas de mar!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Mais...

 


Eu fiz mais do que amar-te. 
Eu, mostrei-te que podias ser amado!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sensível demais




Cheguei a casa
E em cima da mesa não havia nada…
Despi o casaco, larguei a mala
Libertei os sapatos
E agarrei apressadamente o avental
Que me esperava para mais uma viagem…

Sem forças debrucei-me sobre o fogão
Que me incendiou os pensamentos
Nas inflamáveis lágrimas que abafo dentro de mim,
Porque sou feia quando choro,
Porque sou fraca quando choro,
Porque não posso chorar…

Tentei, sempre, alimentar a alegria dos mais novos
Fui contando piadas
E fazendo perguntas
Ganhando um pouco de forças
na fraqueza que me circunda…
Enquanto lavava alimentos
Vinham à tona da minha água meus sentimentos
E a cada corte frio numa cebola
Os meus olhos gananciosos, aproveitavam estes momentos para chorarem
E derramarem as dores que os agoniam
Para contarem em silêncio o que os esvaziam…

Os aromas invadiam a cozinha
E a mim, aquele frio (disfarçado);

E entre tanta coisa que lá tinha
Eu encontrava-me tão perdida de sozinha…
Mas, meu olhar… calado…

Juntei tudo numa panela
Mágoas, tristeza…
Limão…
Fiz rapidamente
A refeição
Que alimentaria
As minhas vidas
Mas, a mim não…

Estava como sempre estive:
Sem sal,
Sem açúcar,
Sem vitaminas
Coberta de pensamentos ingratos
Que me obrigam a derramar lágrimas pelos pratos
E,que eu afirmo,serem gotas de água para limpar
minha voz que pronuncia palavras de incentivo, 
de motivação...

Mas como?
Se os gritos do meu coração
Dizem-me apenas que sobrevivo
Para garantir a vida dos que amo e venero...
Mas,morro,morro porque espero
Coisas que talvez nunca terei;
Porque sou sensível demais;
Porque sou a mais;
Porque quem fui não mais serei…