terça-feira, 22 de abril de 2014

Abril livre

 
Junho traz–nos à lembrança
que se instaurou, universalmente,
um dia para se comemorar o ser criança,
vivendo este dia intensamente.

Pena é que não seja assim tão universal,
e que muitos destes seres que menciono,
não sintam nas suas vidas um carnaval
e que vivam, com os olhos em  triste Outono…

Ingrato, que em abastadas regiões na terra,
alimentos se percam pela demasia,
enquanto milhares de crianças de guerra
morram à fome ; que ironia!

E são os homens, que redigiram a declaração,
que fazem guerra e destroem o planeta;
e que à custa de santos interesses, negam o pão  
e  permitem que tão grave crime se cometa.

Fazer sofrer um inocente… uma criança
gerado  no ventre fértil da mãe sua,
sujeitando– o a  que viva sem esperança,
dormindo na valeta … morrendo na rua!

E todos nós irónicos, continuamos,
fingindo que nada de mal se passa,
camuflando que cruelmente nos matamos;
racionalmente destruímos nossa raça!