quinta-feira, 31 de julho de 2014

Meu mundo





Eu não posso afirmar que és o sol da minha vida,

nem tão pouco dizer, que da minha vida és o entardecer,

porque isso faria de ti a minha noite,

a  minha madrugada

e o meu amanhecer.



Não posso afirmar que és o meu céu estrelado

ou a Lua que meu olhar, entusiasmadamente aprecia ,

porque isso faria de ti uma estrela,

um satélite

que só o meu olhar alcançaria.



Jamais posso querer que sejas o meu mar salgado,

ou minha lagoa verde e azulada,

porque assim serias apenas líquido

e toda a parte sólida da Terra

não seria contemplada…



Posso sim afirmar e assumir-te

calmamente e destemida,

amar-te e sentir-te

pois és o meu mundo, a minha vida.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Não há porta



Quando a morte nos visita

É então que a gente grita

Por nos arrependermos

Do tempo que perdemos

Com tanta coisa fútil

Com tanta luta inútil

De tudo o que não fazemos

E não vivemos,

E vamos morrendo engasgados,

Desgraçados,

com aquilo que queremos.

Quando a morte bate à porta

Percebemos que não há porta

Nem coisa viva ou morta

Que a possa impedir ou travar

e que por mais que a fintemos

Se nascemos então morremos…

Deixem-se de merdas. Vão amar!