domingo, 30 de julho de 2017

Alguns dias nascem cinzentos



Alguns dias nascem cinzentos
E  pintam de escuro o viver
E nem com eficazes unguentos
Eliminam de nós uma teimosa vontade de perecer…

A tristeza vem sorrateira e apodera-se das nossas energias
Deixando-nos petrificados
Envenena -nos as almas, deixando-as vazias
e os olhos tornam-se castelos inabitados...

E tudo em nós perde valor
Deixa, simplesmente de brilhar
E aos poucos deixamos de ser amor
Deixamos de saber como é amar…



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Erguer a cabeça



Eram dores

Produto de desamores

Desânimos

Divergências…

E, na verdade,

Eram diferenças

Nas essências…

Nada mais unia.

Todos os dias chovia.

Havia muito conflito…

Palavras feias

Falta de paz às ceias

Nada ao redor, já era bonito…

Era preciso deixar partir

Seguir adiante,voltar a sentir,

Deixar a razão falar…

Dar paz ao coração

Permitir o organismo respirar…

Porque pior que o dia pareça

Há que erguer a cabeça

E continuar…

Voltar a caminhar

Cair

Levantar,

Enxugar as lágrimas

E deixar que o coração volte a amar…

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Janeiro tem...

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Janeiro tem o cheiro do teu desejo
da tua cobiça
da tua vontade
tem ainda risadas 
e palavras trocadas
vontades repartidas...
Janeiro tem o teu cheiro
tem gosto a corpo suado
tem linhas de desejos
versos e versos de beijos
janeiro é um mês apaixonado...
Janeiro traz me música
à  recordação
conta-me sonhos 
traz nevoeiro
olhos risonhos
paixão.

...





Já há dias que os meus braços perderam a força que os movia… 
Pareço uma marioneta toda quebrada e sem energia, 
que foi guardada numa caixa, 
no mais escondido canto do sótão, 
da mais abandonada moradia…
Fui abandonada, dentro de uma caixa, 
num lugar esquecido gelado, à sombra. 
Num lugar tão distante que nunca ninguém me encontrará. 
E se vier alguém, 
sei que ficarei calada sem pedir socorro e sem sequer pestanejar.
Vou fingir que estou, 
da forma, que afinal,
estou mesmo:
 morta …

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Vidraças


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Chove
Calmamente
E nas vidraças
Brincam gotas de chuva fria
Pingam o meu pensamento que se move
Insistentemente
Imaginando que me abraças
E eu adormeço como que por magia...

domingo, 1 de janeiro de 2017


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O problema da humanidade 
não é estarmos a morrer. 

É não estarmos a viver!