terça-feira, 17 de janeiro de 2017

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Já há dias que os meus braços perderam a força que os movia… 
Pareço uma marioneta toda quebrada e sem energia, 
que foi guardada numa caixa, 
no mais escondido canto do sótão, 
da mais abandonada moradia…
Fui abandonada, dentro de uma caixa, 
num lugar esquecido gelado, à sombra. 
Num lugar tão distante que nunca ninguém me encontrará. 
E se vier alguém, 
sei que ficarei calada sem pedir socorro e sem sequer pestanejar.
Vou fingir que estou, 
da forma, que afinal,
estou mesmo:
 morta …

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