Desconhecido
Vens vestido de mar Com acessórios de luar E o cabelo macio, trazes nas mãos experiências no peito dores e carências No coração, um vazio. Vais – te desabotoando … despindo, ao mesmo tempo, que sentindo, um frio quente de sedução… Tiras a roupa, das costas, o medo Entregas – te , contas teu segredo Ficas no meu espaço… constelação… E não és mais do que um miúdo, à procura do seu conteúdo, que acredita estar perdido. Sem roupas. Sem vida. Sem norte, entregas – te nas mãos da sorte, embrenhas – te em mim, no desconhecido. Os olhares que te vêem, perceber não te sabem não decifram, em ti, onde cabem tantos sorrisos e alegrias. És pedra camuflada. Desconhecido mistério. És o inesperado. O amor a sério, tornado a luz dos meus dias!