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Papel

O papel é como alguém
a quem conto meus segredos,
onde exponho o que minha alma tem:
alegrias... angústias e medos!

Matei - me

Matei- me para enfim descansar
para que esta dor acabasse,
foi para parar de penar
e renascer até, se calhá -se!

Matei - me todos os dias...
um pouco a cada dia, lentamente,
morri sempre que não tive alegrias
e vi gente me olhar indiferente !

Matei - me por saturar!
Morri pela infinita espera,
matei - me e voltaria a me matar
se soubesse renascer em mim a Primavera!

Isso apenas

O que procuro no mundo,
nunca encontrei na verdade,
nunca achei , lá bem no fundo
quem me amasse com a mesma intensidade...
Capaz de remover qualquer rochedo,
mesmo que o fosse difícil fazer,
e me protegesse sem ter medo
de todo o mal que pudesse aparecer...
Mas o herói que quero será nobre,
nem terá de ser um príncipe encantado;
é que prefiro um conquistador valente e pobre,
em vez de um rico sereno e destroçado!

Amar...

Amar é correr,
correr é sorrir,
sorrir é viver,
viver é sentir...

Sentir é cantar,
cantar é colher
colher é amar,
amar é vencer!

Gotas de chuva

Caem gotas miudinhas
nas folhas que me fazem companhia,

caem gotas miudinhas
trazem – me elas alegria!
Caem gotas , uma a uma
Vão me atingindo então,

Caem gotas, uma a uma,
Nenhuma me molha o coração!
Caem gotas; chuva é
Molham minha roupa estendida.
Caem gotas; chuva é
Refrescam elas minha vida!
Caem gotas ! É verão,
não deveria chover,
caem gotas, é verão
são restos de prazer?!
Caem gotas, coisa pouca,
Parecem querer me abraçar,
Parecem beijos da tua boca
Húmidos e quentes, a me beijar!

A tua porta

Ai!!! Que á tua porta passei...
que vontade de te ver,
foi tanta que quase parei
para á tua porta bater!

Ai!!! Que saudades meu Deus!
saí daí a chorar...
tu... dentro de casa com os teus
e eu á tua porta a passar!

Ai!!! Destino que me atraiçoa;
brincas com meu coração enamorado
que chora por saber haver outra pessoa,
que se deita na cama a teu lado...

Nova Esperança

Vive ela,
E a janela, no seu ventre,
Não mente!
No centro do prazer,
No fim da espera
Lá está ela.


As estações passam cheias
De ideias, imaginações,
E batem dois corações.
O tempo que não chega
E apregoa
A vinda, da Nova Boa.


Entoa o canto de embalar,
De vida e novo amar!
Os olhos pequenos que se espera,
Chegarão brilhando,
Vibrando…
São amor que se venera!


É esperança, é vida.
Alegria que se mantém.
É seio que se prepara,
É ventre que ampara,
É amor… é mundo...
É Mãe.