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Beijo de anjo

Hoje beijei um anjo doce
feito de mel e alfenim;
beijei-o como se ele fosse
uma parte interior de mim!

Hoje,banhei-me em saliva ardente
fui salva por palavras,por olhares...e sorri,
esqueci-me do mundo...fiquei dormente...
caí nos teus braços...prendi- me a ti!

Anjo do beijo e com boca de loucura,
volta a voar sobre o que eu sinto,
deixa-me olha-te com ternura
pousa em meu corpo vazio...faminto...

Beija-me a boca,beija-me o olhar,
mata essa solidão à míngua,
arranca-me,leva-me contigo...não quero ficar...
...vou agarrada à tua lingua!

Nevoeiro

 Eu já me perdi para me encontrar
entre densos nevoeiros e suor,
desenhando caminhos para chegar,
sem medos, sem tristeza e sem pudor!

Já vislumbrei um olhar carnal
capaz de produzir fogos coloridos...
Olhos... doces olhos que afinal
procuram outros olhos destemidos!

Eu já desviei o olhar, para não ver,
entre densos nevoeiros, corpos suados
e alguém me chamar e me querer,
engolir me em abraços apertados...

Já deslumbrei um chamamento... uma vontade,
de querer ficar adormecida num desfiladeiro,
correndo o perigo de achar essa saudade
e enlouquecida perder - me no nevoeiro...

Como seria?

Como seria se eu me calasse? Se eu jamais te falasse? Que rumo teria teu dia? Esquecias para viver ou viverias para esquecer, a voz da tua alegria?
Como seria se o meu olhar deixasse de brilhar quando passas pela rua?
Viverias como o céu estrelado,
ou ficarias desolado
por não teres a luz da tua lua?

Como ficarias paixão,
se me soltasses a mão
e seguisses para longe de onde vou?
Viverias indiferente,
ou procurarias ver em toda a gente
esse olhar que te enfeitiçou?

Abandono

Hoje mesmo ao acordar, Percebi que não estavas No nosso lar! A angústia foi maior, Quando despertei para a realidade E não estavas ao meu redor!
Procurei – te pela casa, pelo jardim Procurei – te na rua E dentro de mim… Encontrei – te apenas por um momento Estavas num recanto, Do meu pensamento!
Perguntei – te o que querias, Matar – me de saudade?! E disse – te que não saías … Podias viajar, o mundo correr, Mas nunca na vida Poderia te esquecer!
E fiquei ali mesmo, sentada Sem ninguém para falar, Abandonada...
Até que alguém por mim teve compaixão; E lá estava eu acompanhada De novo pela solidão. A surpresa adormeceu - me, deu – me sono... E mais um dia começava, e eu...

Poetisa

Sou apenas um pó Dorido, cansado, tristonho! Sou alma e corpo num só, Sou como o terror… medonho.
Sou peito e coração, Vida, sangue e dor! Pote vazio sem poção De fabricar amor…
Sou uma mulher, bem sei, Sou fruto de uma união, Sou quase tudo o que sonhei Poetisa, ainda não.
Sou pedinte, oh povo meu! Me concede um momento, Para que escreva no céu Minha fúria, meu talento.

Sussurro

Deitada, a cabeça na almofada macia,

o corpo na cama, a alma na lua,

sonho de olhos abertos e há magia

que me leva à cama tua!


Procuro no leito o calor

do abraço , do beijo... o tesão,

a vontade de beber do amor,

fonte que sacia a sede da paixão!


Os pensamentos percorrem a mente;

viajo deitada... para tão longe do fim,

encontro desejo nos olhos de tanta gente,

gente que me devora ao olhar para mim!


Quieta... tremo.... só de imaginar,

que um sussurro calado me enlouquece,

e que o beijo que nunca provei me irá levar

a um céu que jamais alguém esquece!

Há quem...

Há quem diga que é melhor
não amar para não sofrer,
eu prefiro viver de amor,
sofrimento faz crescer!

Há quem toda a vida passe
no escuro escondido,
sem ter quem lhe abrace,
sem beijar alguém querido...

Há quem fuja da felicidade,
com pavor de se entregar...
eu corro p'rá liberdade
que sinto ao amar...

Há quem pense que o amor
é bicho selvagem e cruel!
Há que saber espantar a dor
e apanhá - lo com mel.

Há quem diga que não te quero...
Não acredites... difamação...
O amor por ti é sincero...
Vives no meu coração!