domingo, 13 de fevereiro de 2011

Meus olhos


Os meus olhos contam histórias
de derrotas, de vitórias,
de amores,
desamores,
de lágrimas e de dores!

Os meus olhos tentam esconder
sentimentos, desejos de prazer...
escondem as partidas,
as lágrimas doridas
e as vertiginosas descidas...

Os meus olhos são o espelho
de um espírito tão velho,
de uma alma magoada,
triste, só e cansada
do desprezo, do vazio.... do nada...

Os meus olhos falam calados
contam miseráveis passados
de desilusão e desgosto,
de inverno em pleno Agosto,
de tatuagens de tristeza no rosto!

Mas meus olhos têm doçura,
amor para dar...ternura,
são olhos de criança...
cheios de vida e esperança
buscando a alegria na lembrança.

Os meus  olhos dizem tudo,
quando meu coração fica mudo,
mostram o sonho ... a vontade,
gritam o desejo de liberdade,
a procura da felicidade!

Os meus olhos são como a voz minha,
que grita louca, que definha!
Olham a beleza do luar...
a imensidão do mar...
o amor no teu olhar...

Os meus olhos buscam cores,
beijos, abraços , amores...
procuram a alegria de viver,
tentando encontrar quem os quer,
um ombro onde adormecer...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Beijo de anjo

Hoje beijei um anjo doce
feito de mel e alfenim;
beijei-o como se ele fosse
uma parte interior de mim!

Hoje,banhei-me em saliva ardente
fui salva por palavras,por olhares...e sorri,
esqueci-me do mundo...fiquei dormente...
caí nos teus braços...prendi- me a ti!

Anjo do beijo e com boca de loucura,
volta a voar sobre o que eu sinto,
deixa-me olha-te com ternura
pousa em meu corpo vazio...faminto...

Beija-me a boca,beija-me o olhar,
mata essa solidão à míngua,
arranca-me,leva-me contigo...não quero ficar...
...vou agarrada à tua lingua!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Nevoeiro


Eu já me perdi para me encontrar
entre densos nevoeiros e suor,
desenhando caminhos para chegar,
sem medos, sem tristeza e sem pudor!

Já vislumbrei um olhar carnal
capaz de produzir fogos coloridos...
Olhos... doces olhos que afinal
procuram outros olhos destemidos!

Eu já desviei o olhar, para não ver,
entre densos nevoeiros, corpos suados
e alguém me chamar e me querer,
engolir me em abraços apertados...

Já deslumbrei um chamamento... uma vontade,
de querer ficar adormecida num desfiladeiro,
correndo o perigo de achar essa saudade
e enlouquecida perder - me no nevoeiro...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Como seria?

Como seria se eu me calasse?
Se eu jamais te falasse?
Que rumo teria teu dia?
Esquecias para viver
ou viverias para esquecer,
a voz da tua alegria?

Como seria se o meu olhar
deixasse de brilhar
quando passas pela rua?
Viverias como o céu estrelado,
ou ficarias desolado
por não teres a luz da tua lua?

Como ficarias paixão,
se me soltasses a mão
e seguisses para longe de onde vou?
Viverias indiferente,
ou procurarias ver em toda a gente
esse olhar que te enfeitiçou?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Abandono

Hoje mesmo ao acordar,
Percebi que não estavas
No nosso lar!
A angústia foi maior,
Quando despertei para a realidade
E não estavas ao meu redor!

Procurei – te pela casa, pelo jardim
Procurei – te na rua
E dentro de mim…
Encontrei – te apenas por um momento
Estavas num recanto,
Do meu pensamento!

Perguntei – te o que querias,
Matar – me de saudade?!
E disse – te que não saías …
Podias viajar, o mundo correr,
Mas nunca na vida
Poderia te esquecer!

E fiquei ali mesmo, sentada
Sem ninguém para falar,
Abandonada...

Até que alguém por mim teve compaixão;
E lá estava eu acompanhada
De novo pela solidão.
A surpresa adormeceu - me, deu – me sono...
E mais um dia começava, e eu...
Acompanhada pelo abandono!





Poetisa

Sou apenas um pó  
Dorido, cansado, tristonho!
Sou alma e corpo num só,
Sou como o terror… medonho.

Sou peito e coração,
Vida, sangue e dor!
Pote vazio sem poção
De fabricar amor…

Sou uma mulher, bem sei,
Sou fruto de uma união,
Sou quase tudo o que sonhei
Poetisa, ainda não.

Sou pedinte, oh povo meu! 
Me concede um momento,
Para que escreva no céu
Minha fúria, meu talento.  
   

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sussurro



Deitada, a cabeça na almofada macia,

o corpo na cama, a alma na lua,

sonho de olhos abertos e há magia

que me leva à cama tua!


Procuro no leito o calor

do abraço , do beijo... o tesão,

a vontade de beber do amor,

fonte que sacia a sede da paixão!


Os pensamentos percorrem a mente;

viajo deitada... para tão longe do fim,

encontro desejo nos olhos de tanta gente,

gente que me devora ao olhar para mim!


Quieta... tremo.... só de imaginar,

que um sussurro calado me enlouquece,

e que o beijo que nunca provei me irá levar

a um céu que jamais alguém esquece!

BEIJO TEU

Não preciso ver Para (te) sentir Porque só ser Já é existir. E cada beijo teu É declaração É amor, é céu É realização. Não preciso ter Par...