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Mensagens

Onde?

Passo dias… Passo horas, a ver quanto demoras para chegares a meu lado.
Vou contando lentamente, cada segundo… Cada momento, até ver – te a mim abraçado.
Pareço cumprir um castigo, priva – me a vida de estar contigo, traz – te … Leva – te sem fim…
Enquanto meu corpo definha; não sinto a tua boca na minha; não sinto teu corpo em mim…
Amor? Onde estás, querido? Não respondes ao meu pedido, não ouves o meu chamado.
Onde andas, amor meu? Por onde anda o olhar teu? Que não vê meu rosto molhado!
Não me ouves? Estou bem perto, bem junto da tua mão, colhe – me com carinho e jeito.
Vêm amor, leva – me do deserto, deposita – me no teu coração e tranca à chave o teu peito.

Se há… amor

Se há tristeza em meus olhos infinitos vem do profundo interior, que pede socorro a celsos gritos, rogando, mendigando amor.
Amor não se mendiga, deve ser oferecido com vontade, quem amor em seu peito abriga não deverá deixá – lo cair em enfermidade.
Se há amor…. Se há sentimento, guardá –lo mudo não se deve, porque amor precisa de reconhecimento, precisa de uma mão, um gesto que o leve!
O amor não é de viver calado, é para ser quadro, carta, poema, é para andar no corpo, na boca, ser cantado, da vida do homem ser o lema!
Se há dentro de ti magia reconhecida como sendo o amor, faz dela um Jardim de alegria, regando a cada dia essa flor!
O amor! Sim! O amor! Que agita a calma mais quieta. É ele que ouvimos na voz do cantor! É ele que lemos no verso do poeta!

Silêncio

Não é hábito sentir essa vontade de fugir, uma busca em desespero. Mas hoje, o que me limita é essa voz sufocada que grita, esse silêncio austero.
Engoli o meu sofrimento, para que não o levasse o vento, por aí, de boca em boca. Queria a voz sair da garganta, mas fica presa, pela dor ser tanta, não se mostra, ficou rouca!
E os olhos caminham colados ao chão, tentando esconder abraços de paixão, fumo do fogo da fogueira em chama; Passando ao lado e ignorando cruelmente, quem vive por vezes dentro da gente, aquele alguém que tanto se ama!

Março

Perfumada, sou uma flor, desperta na madrugada. na lembrança o amor, no corpo a geada!
Acordei, era uma fera mordendo a vida com o pensamento. Nasceu em mim a primavera, brotaram – me flores por dentro!
Renovado foi o sonho, em mim tecido com fios de Março e de linho. Sou hoje o pássaro outrora ferido, batendo asas, deixando o ninho!

A dor da Mãe minha

Mãe feita de tantos sofrimentos… Quanta dor meu Deus! Deixou de viver seus momentos para que eu pudesse viver os meus.
Ao abrigo da dor vive percorrendo a mais dura caminhada descalça e na valeta da vida sofrendo com a mentira… uma alegria falsa!
Dedicou toda uma vida … única, a um ser, que ser seu pensou, se escondendo por debaixo de negra túnica tecida por quem a maltratou.
Escapa de lado para lado, sobrevivendo á dor que se confessa pedindo a Deus em seu brado, felicidade cheia de pressa!
Matou - te este ser sem piedade, com o desprezo, dia após dia…

Ao meu filho

No canto do quarto lá está, o berço castanho de madeira, e nele repousa o amor que em mim há, a dedicação, a loucura, a força inteira. Sonha talvez com estrelas e brinquedos. Faz me imaginar o futuro que espreita e se esguia para meus braços, apertando seus medos, da noite que o aterroriza; em minha calma se deita… E aqueles que não abriram seu ser e seu ventre, para dar vida e ser parte do mundo cá de fora, tentam roubar um segundo de vida inocente. Jamais! Dói demais ter de vê – lo um dia ir embora… É de todos os sonhos, o mais real, o ar do meu dia, que enche meu pulmão. É a graça de Deus mais querida e divinal, que preenche a falta que há em meu coração! Amo te acima da luz e da lua, encaro Satanás para ver – te a meu lado… A alma de mãe, desta mãe tua só tem olhos para ti, meu filho adorado. Enquanto dormes no canto do quarto viajo numa busca em corda pendente, e entre lágrimas regresso e parto, fazendo de tudo, para sempre ter – te,

meu descendente. Procuro então uma razão para tomar, um rumo contrário…

Desconhecido

Vens vestido de mar Com acessórios de luar E o cabelo macio, trazes nas mãos experiências no peito dores e carências No coração, um vazio.
Vais – te desabotoando … despindo, ao mesmo tempo, que sentindo, um frio quente de sedução… Tiras a roupa, das costas, o medo Entregas – te , contas teu segredo Ficas no meu espaço… constelação…
E não és mais do que um miúdo, à procura do seu conteúdo, que acredita estar perdido. Sem roupas. Sem vida. Sem norte, entregas – te nas mãos da sorte, embrenhas – te em mim, no desconhecido.
Os olhares que te vêem, perceber não te sabem não decifram, em ti,onde cabem tantos sorrisos e alegrias. És pedra camuflada. Desconhecido mistério. És o inesperado. O amor a sério, tornado a luz dos meus dias!