segunda-feira, 28 de março de 2011

Adeus

O sol que brilha lá no alto
Traz o gosto de verão,
espalha calor no asfalto,
incendeia – me o coração!

Meu coração incendiado
como uma bola de neve,
que absorve o que lhe é dado
ainda que gigante é sempre leve!

Leve brisa nos cabelos meus
que escondem lágrimas que caem
são como mãos dizendo adeus
àqueles que da nossa vida saem!

Saem, seguindo outro trilho,
outro filme, outra cena
deixando na nossa vida um filho,
que nos lembra, que ainda assim valeu a pena!


domingo, 27 de março de 2011

Onde?


Passo dias… Passo horas,
a ver quanto demoras
para chegares a meu lado.            

Vou contando lentamente,
cada segundo… Cada momento,
até ver – te a mim abraçado.

Pareço cumprir um castigo,
priva – me a vida de estar contigo,
traz – te … Leva – te sem fim…

Enquanto meu corpo definha;
não sinto a tua boca na minha;
não sinto teu corpo em mim…

Amor? Onde estás, querido?
Não respondes ao meu pedido,
não ouves o meu chamado.

Onde andas, amor meu?
Por onde anda o olhar teu?
Que não vê meu rosto molhado!

Não me ouves? Estou bem perto,
bem junto da tua mão,
colhe – me com carinho e jeito.

Vêm amor, leva – me do deserto,
deposita – me no teu coração
e tranca à chave o teu peito.


sábado, 26 de março de 2011

Se há… amor


Se há tristeza em meus olhos infinitos
vem do profundo interior,
que pede socorro a celsos gritos,
rogando, mendigando amor.

Amor não se mendiga,
deve ser oferecido com vontade,
quem amor em seu peito abriga
não deverá deixá – lo cair em enfermidade.

Se há amor…. Se há sentimento,
guardá –lo mudo não se deve,
porque amor precisa de reconhecimento,
precisa de uma mão, um gesto que o leve!

O amor não é de viver calado,
é para ser quadro, carta, poema,
é para andar no corpo, na boca, ser cantado,
da vida do homem ser o lema!

Se há dentro de ti magia
reconhecida como sendo o amor,
faz dela um Jardim de alegria,
regando a cada dia essa flor!

O amor! Sim! O amor!
Que agita a calma mais quieta.
É ele que ouvimos na voz do cantor!
É ele que lemos no verso do poeta!

terça-feira, 22 de março de 2011

Silêncio

Não é hábito sentir
essa vontade de fugir,
uma busca em desespero.
Mas hoje, o que me limita
é essa voz sufocada que grita,
esse silêncio austero.

Engoli o meu sofrimento,
para que não o levasse o vento,
por aí, de boca em boca.
Queria a voz sair da garganta,
mas fica presa, pela dor ser tanta,
não se mostra, ficou rouca!

E os olhos caminham colados ao chão,
tentando esconder abraços de paixão,
fumo do fogo da fogueira em chama;
Passando ao lado e ignorando cruelmente,
quem vive por vezes dentro da gente,
aquele alguém que tanto se ama!


segunda-feira, 21 de março de 2011

Março


Perfumada, sou uma flor,
desperta na madrugada.
na lembrança o amor,
no corpo a geada!

Acordei, era uma fera
mordendo a vida com o pensamento.
Nasceu em mim a primavera,
brotaram – me flores por dentro!

Renovado foi o sonho, em mim tecido
com fios de Março e de linho.
Sou hoje o pássaro outrora ferido,
batendo asas, deixando o ninho!


sábado, 19 de março de 2011

A dor da Mãe minha

Mãe feita de tantos sofrimentos…
Quanta dor meu Deus!
Deixou de viver seus momentos
para que eu pudesse viver os meus.

Ao abrigo da dor vive percorrendo
a mais dura caminhada descalça
e na valeta da vida sofrendo
com a mentira… uma alegria falsa!

Dedicou toda uma vida … única,
a um ser, que ser seu pensou,
se escondendo por debaixo de negra túnica
tecida por quem a maltratou.

Escapa de lado para lado,
sobrevivendo á dor que se confessa
pedindo a Deus em seu brado,
felicidade cheia de pressa!

Matou - te este ser sem piedade,
com o desprezo, dia após dia…
Por ser doente,  um abismo de insanidade
semeador de discórdia e ironia.

Por entre lágrimas e lamentos
muitos dias adormeci,
deitada em raiva e juramentos
de que jamais seria igual a ti!

Triste mulher foste, mãe triste o eras,
perdeste o brilho do azul olhar,
escapou – te a vida sem primaveras,
cresci a ver – te chorar…

Queria tanto poder mostrar – te,
que deves agarrar bem o que te resta,
e a antes de qualquer ser deves amar – te
pois de vida, só tens esta!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Ao meu filho

No canto do quarto lá está,
o berço castanho de madeira,
e nele repousa o amor que em mim há,
a dedicação, a loucura, a força inteira.
Sonha talvez com estrelas e brinquedos.
Faz me imaginar o futuro que espreita
e se esguia para meus braços, apertando seus medos,
da noite que o aterroriza; em minha calma se deita…
E aqueles que não abriram seu ser e seu ventre,
para dar vida e ser parte do mundo cá de fora,
tentam roubar um segundo de vida inocente.
Jamais! Dói demais ter de vê – lo um dia ir embora…
É de todos os sonhos, o mais real,
o ar do meu dia, que enche meu pulmão.
É a graça de Deus mais querida e divinal,
que preenche a falta que há em meu coração!
Amo te acima da luz e da lua,
encaro Satanás para ver – te a meu lado…
A alma de mãe, desta mãe tua
só tem olhos para ti, meu filho adorado.
Enquanto dormes no canto do quarto
viajo numa busca em corda pendente,
e entre lágrimas regresso e parto,
fazendo de tudo, para sempre ter – te,

meu descendente.
Procuro então uma razão para tomar,
um rumo contrário, outro sul,
me erguendo, na esperança de me tornar
A mãe mais amada, por meu filho… Raúl…

BEIJO TEU

Não preciso ver Para (te) sentir Porque só ser Já é existir. E cada beijo teu É declaração É amor, é céu É realização. Não preciso ter Par...