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Mensagens

Eu contei…

Eu contei a toda a gente sobre o amor que a gente sente, dos olhares, dos sorrisos, dos desejos. Eu contei da nossa paixão, do toque da tua mão, do veludo dos teus beijos.
Eu contei que fazes – me feliz; que és alguém que sempre quis, quem me conforta na dor; contei que contigo o tempo pára; que a teu lado sou jóia rara; contei que és o meu amor!
Eu contei que alegria és, que me iluminas da cabeça aos pés, quando meus cabelos acaricias. contei que com o abraço nosso ou com o teu beijo no meu pescoço, Toda eu, tu arrepias…
Contei que mesmo longe, estamos perto; que és a certeza no incerto; que sou o nome por qual chamas. Contei que teus olhos ao verem – me chegar, sorriem e brilham sem parar, pois, sou a mulher que tu amas!

Aroma

A intensidade de um olhar,
levou – te a buscar – me na distância,
correndo por instinto… sem pensar,
ansiando inalar minha fragrância…


Uma vez impregnada em tua tez
fui como um vício imparável,
que buscavas em cada nova vez
repleto de uma sede insaciável.


E na humidade quente da boca tua
a minha, já sedenta e seca de excitação,
pedia – te calada que me deixasses... nua
que libertasses teu corpo em erecção…


Em silêncio os corpos falaram... gemendo…
Entregues… distantes… suados,
livres de olhares, aparências e querendo
eternamente ficar encaixados...


Uma vez entregue, em teus braços resistentes
e na totalidade de teus músculos possantes,
meus seios foram fonte de água… quentes…
Minha anca oceano de movimentos incessantes…


E se foi sexo… amor…entusiasmo,
carência… paixão ou desatino…
Sei lá… ainda sinto a intensidade do teu orgasmo
despertando meu aroma natural feminino!

Soneto Verdade

A alma também envelhece à medida que o tempo corre, a força diminui, o corpo morre, só a memória não esquece!
Os dias contados tornam – se meses; os meses traduzem – se em anos; e apercebemo – nos que somos humanos, e erramos tantas vezes…
Embora haja quem diga ser pecado amar intensamente e ser amado, caso pudesse ,não corrigia minha imprudência…
Pois o amor teu, foi a luz do meu dia… A razão de vida, a minha alegria… O amor maior da minha existência!

Pedaços de uma Mulher

Estas palavras que aqui deposito são como as lanças que me agoniam, que destroem o meu peito aflito, me esfaqueiam,me esvaziam…
São palavras sentimentos que me esvoaçam que eu temi tantas vezes exprimir, por saber que ao dizê–las,já não me abraçam os braços, que tantas vezes,loucamente,pude sentir.
E vou eu, como outras vezes no passado, percorrer,entre lágrimas e tristeza,o corredor, tentando recuperar meu coração despedaçado por procurar e acreditar tanto no amor!
Embora devagar,passo a passo, sentindo uma imensa vontade de ruir, tentarei colher para o meu regaço os pedaços de mim para me reconstruir.
Irei no amanhã olhar com prudente calma, esconderei o meu olhar,a minha essência… Não deixarei ninguém encontrar neles a minha alma viverei guardando bem guardada minha carência…
E sentada a escrever,tanto que rastejo… Pois é assim que me sinto,no poço, no fundo… Apagaste em mim o futuro,o desejo, foi como se me expulsasses do mundo.
Deposito com dor e amargura abundante este poema,que encerra na minha vida um…

Desgosto

Olho o horizonte, na tentativa de conter uma lágrima furtiva que teima em percorrer meu rosto… Eu passo agora meus dias ansiando regressar ás alegrias mortas pelo sabor do desgosto.
Morro um pouco, cada dia, e a luz da alegria afasta - se cada vez mais; faz – me então perceber, que eu apenas posso ser como o comum dos mortais...
E o sorriso que era fácil em minha boca, é nela agora coisa rara, coisa pouca, é como aurora boreal, rara, a colorir meus lábios de mel, pelo excesso de chuva no meu céu, ser agora ritmado e mortal…
Sou agora uma dor enorme em mim… Como se interminável… sem fim… Que eu tento curar calada, e para esconder é então que minto, disfarçando a dor que sinto, dizendo sorrindo que ... não dói nada…

Raízes

Eu vim como quem veio reviver, refazer ou tentar corrigir caminhos, onde eu pudesse sorver forças para tentar prosseguir.
Eu vim com a alma convalescente, Magoada, tristonha, vazia. Nos olhos a lágrima permanente, o peito vazio de alegria…
Entrei no meu profundo para procurar, raízes, amarras de mim, e remexendo consegui encontrar amarguras e traumas sem fim…
Por vezes pensava que na vida teríamos de sonhar e perseguir ideais, mas nem sempre nos deixam saída, Estranham - nos ao não sermos iguais!
Jamais me viram chegar, de onde tantas vezes parti, pois sou ser desigual, de atormentar, embora seja , não sou daqui…
Eu parto como chego, foi sempre assim, com duvidas e pena da vida minha, vendo que sou parte de um jardim, onde eu sou a erva daninha.






Baía

Transformaste o dia em noite bela,
ofereceste – me o mar à janela,
levaste – me de amor ao arranha – céu.
Eu fui companheira, ouvinte, amante,
fui corpo, boca e sol radiante
a cada suspirar de desejo teu!

Eu trouxe no corpo um cheiro com sabor,
nas entranhas ainda o tremor,
no olhar as vozes em silêncio sorrindo.
Nas mãos trouxe, do teu corpo pedaços,
no peito a intensidade dos abraços,
na mente, tudo se repetindo…

Transformamos nossos corpos sem tabus,
numa intensa entrega, de calma nus,
provando carícias quentes em noite fria,
enquanto eu contemplei a imensidão do teu mar,
indagaste o melhor jeito de atracar
a espuma das tuas ondas em minha baía…

Atracado em mim, como se eu fosse teu norte,
envolveste – me toda,com teu abraço forte,
como um demónio que quer possuir
uma alma indefesa, amada e feliz…
… abriguei em mim quem tanto desejei e quis
e quem jamais quero ver partir!