quinta-feira, 26 de maio de 2011

Maior fortuna


Jóias? Não! Não as preciso,
minha maior fortuna está no coração;
quem me amar ,que me ofereça o paraíso
construído com carinho e com paixão!

Flores? Feitas de perfume e cetim?!
Prefiro vê–las na terra a crescer,
pois eu mereço um infinito jardim,
onde borboleta,eu possa ser!

Riqueza? Nunca,na vida te persegui!
P’rá minha vida,sonho outras alegrias,
pois nada trazia nas mãos, quando nasci,
e sei que morro e parto de mãos vazias.

Não!Sei bem,não tenho preço!
Sou grão de areia em praia iluminada;
Sei o que sou e tudo o que mereço,
e  sei que mereço ser muito amada.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O grito do meu silêncio


A Solidão grita louca já sem parar,
é como se fosse rio de meandros cheio,
que anseia entregar – se ao mar,
sem qualquer reserva nem receio.

Demonstra intensamente sua aflição
no demorado arregalar dos olhos, em busca,
sufocando friamente a voz do coração
que lhe grita, incomoda e ofusca!

Seres do mundo, não sabem que este foi criado,
para ser do amor o nobre reinado,
vivem carregando nas almas um coração vazio!

Cerro então minha boca, para não deixar fugir,
tentando desesperadamente, esta dor engolir,
calando – a, com o grito do meu silêncio!


domingo, 22 de maio de 2011

Sentir - te em mim



O dia todo, viveu em mim um arrepio,
companheiro de um apaixonante odor sagaz,
trouxe á mente minha, em desafio,
lembranças de um momento tão fugaz!

O odor do teu corpo quente, em exaltação,
misturado com sentimento, desejo e suor,
vive em minha pele provocando inundação;
Inconscientemente sou toda feita de tremor…

Respirando todo o ar, bem fortemente,
como se necessário uma inalação permanente,
consigo sentir todos os cheiros, que eu sei reais.

Deixo então que me penetrem… me inundem,
como se eu fosse um óvulo… pois, que me fecundem!
Já que sentir – te em mim, nunca é demais…

sábado, 21 de maio de 2011

Perto do fim



Correm boatos que o mundo estará
perto do fim, que acabará;
que Deus destruirá a Terra!
Que se inicia uma grande guerra…

A guerra é a que temos nos interiores
estas, onde nós matamos os amores;
nas que cortamos os ternos laços;
onde nos agredimos ao invés dos abraços…

E o fogo que nos incendiará,
pena não ser o da paixão, mas será
o da ganância, do egoísmo e do poder.

Pois iremos perceber, embora já tarde,
que a vida é o fogo intenso, que em nós arde,
E que muitas vezes nos esquecemos de viver!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mar de memórias



Hoje novamente, me encontrei sem direcção;
dirigi sem rumo, até mesmo sem pensar,
fui na busca de um caminho, que nós ainda não
tivéssemos andado a percorrer e a desbravar.

Só ouvia, constantemente o teu chamar,
deixando minha mente de lembranças tão cheia!
A dança sincronizada das ondas do mar…
O borbulhar do silêncio nos grãos de areia…

E alimento compulsivamente, a esperança minha,
mantendo desta forma vivo o amor
que me surgiu inesperado na vida, e se aninha,
trazendo vida nova, alegria, mas também dor!

Dor porque a ausência não se contorna.
Quem amamos povoa-nos todo o ser…
Mas o coração é exigente, não se conforma;
os olhos têm de sentir, as mãos têm de ver!

Chorei! Chorei! Aumentei as águas…
Deixei – me levar nas ondas, para atingir a calma…
Aliviei um pouco essas minhas mágoas,
sosseguei um pouco a minha alma.

Sei que ainda me restam as memórias
e as fotografias que te tirei com o olhar;
ainda poderei ler ao espelho, nos olhos, as histórias
que escrevi junto contigo , ao te amar!

Mas só esse mar que está à minha frente
sabe a grandeza deste sentimento que vivi…
Só ele conhece a vontade permanente
que tenho de continuar dentro de ti.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Esse doer no coração



À tua espera
e esquecida de mim,
tem sido minha vida…
… tenho vivido assim!

Entre lembranças e saudades
tantas vezes adormeci,
cansada do cair da lágrima,
me sentindo abraçada a ti…

Procuro um sinal teu!
Um cruzar do olhar antigo;
o teu abraço… e o beijo…
o meu porto de abrigo…

Eu tento… fugir…
até tento não lembrar;
mas tua imagem vive a surgir,
volta em mim, sempre, ao acordar…

Desejo não mais respirar!
Queria ser cinzas de uma lembrança , no mundo…
é que quando respiro, não pára de gritar
esse doer no coração… tão fundo…

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tu


 
Tu, não és uma pedra dura,
nem feito és do mais frio gelo,
apenas escondes teus sonhos e tua ternura
pintando na tua vida um pesadelo…

Tu, não és de maldade tecido!
Eu vejo no teu olhar esconderijos de papel,
onde teimas ficar escondido,
limpando as gotas, que te escorrem, de mel.

Tu não és uma alma vazia
que caminhe adiante sem olhar.
Apenas temes o amor e a alegria,
assim… desistes de lutar…

Tu não és um ser insensato
achas  só ,que tua vida não vale nada,
e então anulas – te , és ingrato,
deixas tão vazia a tua estrada…

Tu não sonhas com receio
e se sonhas não te aventuras,
deixas teus projectos ficar a meio
desfrutas  sozinho  tuas amarguras…

Tu não vives! Vais vivendo!
Acomodas – te na tua tradicional teia,
não te apercebes que vais morrendo
de cabeça soterrada na areia …

Tu , esqueceste de seguir , sem temer,
sem largar a mão de quem dizias amar tanto,
e agora passas teus dias a ver morrer
o amor , sem forma de renascer… em pranto…

Tu não entendes que amor não se planta,
nasce sem semente e cheio de zelos…
que embora o mates , ainda assim não adianta
lembrarás sempre que vires o branquear dos teus cabelos!

Tu não fazes as viagens que idealizas.
Teu barco dos sonhos não sai do porto.
Não deixas que te aqueçam o rosto, as brisas…
Não notas? Que vives por aí, já morto?!

BEIJO TEU

Não preciso ver Para (te) sentir Porque só ser Já é existir. E cada beijo teu É declaração É amor, é céu É realização. Não preciso ter Par...