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Mensagens

Cada dia

Cada dia que vivo contigo no nosso recanto, no nosso abrigo, trás – me a certeza do nosso amor; A meiguice no olhar, o toque suave no abraçar, a intimidade nua de pudor!
Pode o dia nascer da bruma, envolto em sol ou em espuma, tudo é mágico e especial; desde o pássaro que canta de alegria, ao alimento que nos sacia ou ao simples “bom dia” matinal…
Fazemos um festim da natureza, onde as lagoas repousam com a certeza da imensidão deste sentir, que nos faz voltar ao doce envolver, devolvendo a calma e a alegria de viver e a riqueza de contemplar nossos lábios a sorrir.
Cada dia que vivo para ti sentindo – te viver aqui, dentro de mim aconchegado, é conseguir ser mulher, em todo o seu esplendor, e usufruir da vida do teu amor que faz de ti o homem mais apaixonado!

Palácio

Aceito; Quero te dizer que preciso de ti Para viver; É sonho, é circo em festa, não por seres o que resta. Enquanto sentido; aberto; É a força de te querer, perto… Rouba, leva, que me esguio, na sombra, na calma, no frio… Hora batida, badalada, sinal; Mesa posta, vela derretida, cristal. Dedo pequeno, sombra apagada, susto constante; Riso solto, embrulho rasgado, instante. Coral florido, peito rasgado, crustáceo; Amor definido, louco… apaixonado… Palácio…

A música dos nossos corpos

Fez-se luz no palco do nosso amor! Tudo ao redor ganhou cor; o coração estava pronto para as batidas. Devagar foi surgindo … docemente se repetindo, enquanto tu me despias…
Das poucas peças que já trazia, nenhuma delas, tu querias… Desejavas todas as minhas teclas contemplar, como se eu fosse um piano afinado produzindo sons num ambiente criado, por desejos a dançar!
Tecla a tecla … me  percorreste… dedilhando cada poro meu agreste, numa busca silenciosa, onde eu fui despojada dos meus espinhos pela foice dos teus carinhos, sobrando só em mim pétalas de rosa.
Juntos se unindo, como em fusão, tal como acordes de uma canção criamos melodias de beijos e risadas… Fizemos dos corpos instrumentos, gritamos em sintonia os sentimentos sem soltar as mãos apertadas.
Repetimos melodias só para nós; isolados do mundo, num mundo nosso inesquecível e singular… Deixando nos nossos corpos a vontade de que esta música tenha continuidade, que jamais possa terminar…
E sentir o doce aplauso de lábios mo…

Amargo sabor

Como eu queria ter morrido fulminante naquele momento… Levaria tudo que havia vivido, terminava meu sofrimento.
Ah! Como eu queria ter morrido, pouco antes do bater daquela porta… Agora vivo, sabendo o que foi ter vivido e viverei por ai tão morta…
Como eu queria ter morrido, sem ouvir o partir do meu coração em estilhaços… Tomara, eu nunca tivesse sentido a força e o intenso aconchego dos teus braços.
Morrer… como eu queria, sem provar o amargo sabor do adeus… Partes triste minha alegria, levas–me nos olhos, que deixas nos meus.

Momento

Parados em silêncio, ouvindo a voz da natureza, viajamos, voamos, amamos, Atingimos a nossa certeza…
Num momento que eternizamos, para juntar ao baú de outros nossos, agarrados num abraço, que apertamos, excitando cada grama do cálcio dos nossos ossos…
Fala – me repetidamente o eco da tua voz, de quando estive toda presa e cercada do teu encanto! Sou rica, pois tenho este sentimento, que é parte de nós e a tua repetida confissão me dizendo : “Amo - te tanto!”

O tempo

O tempo é uma escola que ensina e põe á prova, que nos leva a viajar; e somos nas suas mãos marionetes, somos como simples canetas que escrevem o nosso caminhar.
O tempo passa e deixa fotografias e lembranças, leva - nos a infância, mas não as crianças que ostentamos dentro de nós. Corre forte e desenfreado sem travão, sem que possa ser parado então, faz – nos perceber o passado dos avós.
O tempo, é tudo, o que temos não sabemos quando pararemos, nem em que tempo cessará. Vale tudo na nossa existência é precioso por excelência, é o melhor que se dará.
O meu tempo, o tempo teu, o de quem já viveu, e o de quem irá nascer, é a dádiva da vida de cada qual, tempo que não pára, mas que afinal nos mostra que o tempo é feito para viver!

Homens fracos

Todo aquele que me vai conhecendo aprende a fórmula perfeita para me saquear e me ver morrendo, destruída, humilhada e desfeita…
Quero cessar este interno tremor, onde os olhos do meu coração sangram de tristeza e de dor e gritam me derramando pelo chão.
Sou uma lata velha jogada fora, que depois de consumido seu conteúdo, se esquece e se ignora tornando o ego de quem consome mais graúdo.
Regredi, em segundos, anos sem fim, tendo que ignorar tudo cá dentro como nada, vendo penosamente a miúda que existe em mim sendo repetidamente impelida, cruelmente por uma escada…
Dói-me o pensamento de tanta mágoa e desilusão… Foge-me a sorte como água poluída, lamentavelmente todos decepcionaram meu coração, homens fracos, que amei na minha vida!