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Noite de dia de chuva

Caí num solitário momento onde ouvi a chuva reler palavras em mim, e saiu do meu eu um rebento de rosas decorando um morto jardim.
Parei a ouvir a voz de ninguém; só soluços e lágrimas de aço, frias, maldosas, ricas em desdém caindo em sequência, sobre meu braço.
Teimosa a chuva continua lá fora caindo agitada, lavando a rua, apaga a esperança que persistiu a cada hora de enxergar um rosto nas caras da lua…
Caí num momento, sem nada onde o pensamento cansado da espera pensou, que esperar a chuva que jamais pára é como esperar alguém que nos deixou.
Virada para dentro, vi um vazio que apenas eu tentava preencher com flores, alegria e brio e a mágica força de viver.
Que chova então, tudo em mim para que com meu rosto encharcado deste chover, eu possa tão triste, lamentar o meu fim, chorando compulsivamente ,sem ninguém ver.

Abraço teu

Quando por teus braços sou engolida sou inundada por fresco e puro ar, ganha um novo sentido a minha vida sou de novo tulipa a desabrochar.
Contemplar - me no reflexo desse olhar, ver – me estrela rara e cintilante, impulsiona - me para um recomeçar cheia de garra, de cicatrizes, mas confiante.
Engolida por teus braços só sinto, que a entrega é genuína e sincera, e por ela deixei minha razão , segui meu instinto para abraçar fortemente quem ansioso me espera.

Ouve…

Nem medos, nem dúvidas, nem mentiras, nem dificuldades, me farão desviar meu rumo, mudar minhas lutas, apagar minhas convicções. É que sou feita de sentimento que nasce no meu fundo e profundo lá dentro, decorando- me toda, guiando minha vida e minha vontade. Sou feita de emoções e vibrações, sentimentos e alegria e o amor é a minha verdade!

A tua sede

Sequioso do meu gosto e dos meus seios copiosos , amparas com tuas mãos o meu rosto, abraças – me para sentirestodos meus ossos; tornas–te meu sol de Agosto queimando louco,os corpos nossos.
Sem pressasdesnudas meu corpo inteiro, gravas em mim juras de amor, e já ardendo como braseiro amas- me sem nenhum pudor; e fazes de meus seios travesseiro onde repousase és rei e senhor.
E da leve carícia, pois que te faça, despertoem ti tua vontade e novamente teu corpo me abraça… Voltamos a seros dois intimidade, tornando a noite, que por nós passa apenas o inicio da eternidade.

Beijada pelo sol

Hoje desafiei o sol que brilhava no céu, convidei - o a beijar – me a pele clara de inverno, penetrou – me inteira, como quando és meu e te entregas nos meus braços, num apertar eterno!
Depois de chegar radiante, o sol do meu dia, caminhando cuidadoso em minha direcção, inundou – me o olhar de sal e alegria, aqueceu - me o sangue; ressuscitou - me o coração…
… e beijou – me diante do mar e da multidão deixando no meu rosto o rasto de amor, mostrando que sou eu a dona do seu coração, que sou eu quem lhe causa excitação e fervor…
Sentou - se calmamente a meu lado, como se fosse um cavalheiro das histórias encantadas, e me olhando firmemente com seu olhar parado, Apertou - me meigamente as minhas mãos, nas suas depositadas.

Jamais foi meu

Eu tenho guardado em mim o segredo dos projectos da minha vida atribulada, onde muitos dias eu sou arvoredo noutros solo árido sem nada.
Eu tenho lutado em batalhas interiores, escondida em sorrisos e gestos carinhosos, de onde regresso cheia de feridas e de dores vendo partir seres vazios vitoriosos.
Eu tenho tentado arrancar de mim os desejos; apagar as lembranças e a vontade, suspender do mau paladar o gosto dos beijos, negando muitas vezes não ver a verdade…
Eu tenho tentado não ver, me iludindo, sabendo muito bem deste filme qual o fim! Cada dia que chegas é como se tivesses partindo pois jamais serei tanto para ti quanto foste p’ra mim.
Eu tenho contado a mim mesma mentiras no escuro, pois a estrada que me mostraste, terminará em breve, onde eu serei um passado sem futuro lavando meu rosto triste com derretida neve…
Eu tenho calada, gritado como lamento (sem direcção meu olhar já se perdeu). Tento aniquilar o que me corrói por dentro Que pensava possuir mas que jamais foi meu.

Matei um amor

Hoje matei um amor que se abrigava em mim, sufoquei a sua dor, matei - me , foi meu fim…
Hoje matei uma esperança, minha candeia, minha chama; sepultei – a calma e mansa e bem funda na lama…
Hoje matei um habitante que povoava minhas entranhas; seu velório foi constante… Caíam gotas estranhas…
Hoje matei um sorriso, esfaqueei-o sem piedade, tornei meu rosto liso sem alegria , sem vaidade…
Hoje metei – me (ser bruto), sacudi meus membros, libertei - me ! Vivo no escuro, num luto, Tirei – te de mim… matei – me…