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Remos pesados

Eu remei na vida minha, remei sem jamais largar os remos pesados, calejada pelas rochas chorei inundando meus olhos de mar, tão salgados…
Tão salgados e cheios de amargor queimaram meus sonhos, meus intentos e fui berço de lágrimas e de dor onda de castigos e lamentos…
Lamentos que feriram tão profundo… ferindo minha força e coragem de lutar. hoje é o dia que disse ao mundo vou partir. Expulsa-me sem hesitar…
Eu remei em tempestades descampadas fiz dos ventos a força das velas minhas mas, é difícil chegar ao porto em jangadas que ao passar matam garças e andorinhas.

Impotente

Acabei por ver um vazio no olhar e uma dor na alma calada, e já quase sem forças para lutar fiquei sem ar… parada…
Parei o sorriso,a alegria,a entrega… fiquei suspensa,sem rumo,sem lar… e o choro calado me rega, sem que eu possa ao menos chorar…
Impotente… estou impotente… muda, estática e corroída… Não queria nada de mais,não sou exigente, queria apenas viver de amor,a minha vida!
Fui enviada para longe do meu abrigo… … o cais ruiu,e eu sem salvação ferida pelas mágoas,sinto o perigo de ter de matar meu coração…

Nos teus braços

Acolhida como uma flor enraizada no teu colo, eu sou tua mulher,teu amor. Tu és meu céu e meu solo.
Nos teus braços a noite inteira sou jardim e céu estrelado, sou canteiro de flores,sou floreira, pelo teu doce amor,campo regado.
E no frio doce da madrugada buscas-me!Apertas-me com mansidão e colhes-me novamente.E eu,por ti abraçada renasço tantas vezes quantas bate teu coração.

Cais da noite

Chegaram trazendo a noite vestida, nos olhos,albergavam silêncios e risadas. Abriram a porta das portas da vida, fecharam baús de vidas passadas!
De encanto embebidos,da noite fizeram palácio de cristal,erguido no cume dos abraçose das palavras que disseram, envoltos em amor,banhados em lume!
Devagar na corrida dos olhos galhofeiros, foram colo de lembranças e alegrias joviais; saciaram suas vidas comos corpos dos cheiros como brisa que perfuma, das ondas do mar, a espuma, quando estas beijam o cais!

Candeia

Acordaram em mim emoções adormecidas,
floriram na minha alma novas vontades,
vi - me ao espelho e senti - me renascer das cinzas,
... renovei a voz que grita minhas verdades!

Fui de novo candeia, iluminando o rumo meu
regaço de cetim envolvendo sonhos e desejos;
acordaram em mim raios de sol e pedaços de céu,
estrelados pelo mel do calor dos teus beijos.

Meia – noite

Meia-noite… escuridão Ondas de mar que se agitam, como se em danças se envolvessem; caem cores pelo céu escuro, ganha-se esperança no futuro, como se todos os males morressem.
Meia-noite de abraços, entre olhos que gravam os traços dos céus, que coloridos pela chama, são fogo dos fogos de vida renovada, desfecho da fé na penosa caminhada de lutar e acreditar no que se ama.
Meia – noite em noite fria Na qual se divide tristeza e alegria Passa leve e cuidadosa. És agora sonho e verdade, meta e lágrima de saudade, és um poema,és vida nova.

Em amor

Enchi meu peito de simples gestos que colhi, da luz dos teus olhos e do teu carinho, e toda a vida que corre em mim senti dar - me a força, para construir o meu caminho.
Eu sou feita de quase nada e coisas diminutas; solto sorrisos com raios de sol dourado e venço com amor as minhas lutas, ganho o céu nas muralhas do teu abraço apertado.
Percorro os trilhos desta vida ímpar que me coube em sorte e agradeço, pois nasci com a missão de amar e fazer de cada fim um recomeço.
Quero do mundo os sorrisos e a alegria; das gentes a sensibilidade e o fervor; dos que amo quero o empenho e a magia de acreditarem e viverem intensamente em amor.