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Gemido de amor

Adoro o teu gemido de amor, de prazer(o que for)... Desassossega-me o tremer do teu corpo,  a agitação da tua boca… (E)levas-me ao céu dos pecados  e fazes de mim uma apaixonada e louca, que na secura dos teus lábios, enche-se de vida e junta os seus bocados(ficando inteira)… E adormecer à tua beira é simplesmente relaxante, é viver sonhando e sonhar vivendo é vivendo amando e amar viver é sentir que se existe e que este amor… ai,este amor é tão vivo e vibrante que a cada gemido de prazer o peito torna-se um gigante forte e lutador, Para levar-te,ajudar-te,cuidar-te e sussurrar-te palavras de amor.

Gotas de mar

Naquele dia Passaste por mim e não me viste E para mim Nasceu a alegria. Lá no alto do céu azul,o sol brilhava E eu via, passar por mim,quem tanto queria… E o teu corpo caminhava… E o meu olhar te sentia! Olhei-te como quem te banhava E fui como se fosse sal para te salgar, E escorrer-me,pelo teu corpo, desejava, Como se eu fosse,em ti,gotas de mar!

Mais...

Eu fiz mais do que amar-te.  Eu, mostrei-te que podias ser amado!

Sensível demais

Cheguei a casa E em cima da mesa não havia nada… Despi o casaco, larguei a mala Libertei os sapatos E agarrei apressadamente o avental Que me esperava para mais uma viagem…
Sem forças debrucei-me sobre o fogão Que me incendiou os pensamentos Nas inflamáveis lágrimas que abafo dentro de mim, Porque sou feia quando choro, Porque sou fraca quando choro, Porque não posso chorar…
Tentei, sempre, alimentar a alegria dos mais novos Fui contando piadas E fazendo perguntas Ganhando um pouco de forças na fraqueza que me circunda… Enquanto lavava alimentos Vinham à tona da minha água meus sentimentos E a cada corte frio numa cebola Os meus olhos gananciosos, aproveitavam estes momentos para chorarem E derramarem as dores que os agoniam Para contarem em silêncio o que os esvaziam…
Os aromas invadiam a cozinha E a mim, aquele frio (disfarçado);
E entre tanta coisa que lá tinha Eu encontrava-me tão perdida de sozinha… Mas, meu olhar… calado…
Juntei tudo numa panela Mágoas, tristeza… Limão… Fiz rapidamente A refeição Que aliment…

Já fui palco

Já me disfarcei de palco
e de cortina
Já me gritei alto
e em surdina
Por tantas vezes tentei, deixar de ser e existir
Mas as vozes que em mim moram e me gritam
São como rajadas de vida que me agitam
E mandam-me prosseguir…

Já fui palco vazio
Quase morto
Peça sem aplauso, nem brio
Sobrado torto…

Mas as vozes que em mim se abrigam calmamente
São como rajadas de gente
Caminhando p’ra bom porto…

Já fui palco floreado
Coberto de palavras e emoção
Já fui texto encenado
E era eu (tudo) o que trazia no coração.

Mas as roupas que vestia, despiam-me
E as palavras que proferia, feriam-me
Julgava–me eu camuflada...

Já fui palco,
Cortina,
Peça encenada…

Já despi as mágoas e o preconceito
E fiz das lágrimas de sal e sangue: mel e doce.
E jurei convictamente à vida, por mais amarga que ela fosse
Adoçá-la com as gotas de verdade que trago no meu peito.

A chuva que cai

Esta louca chuva que cai
Gelada
Não me dá nada;
Leva com ela as lágrimas coladas na janela,
Lava as pegadas dos nossos pés…
A chuva que cai
Leva–me como uma rajada,
Em rodopio,
Arrastada…
Molha meus sonhos
E faz deles barcos abalroados de papel…
E cai…
…Cai,
Desfazendo o azul do céu
Aumentando o mar
Cobrindo os corpos de barro
E desalento…
E desafia
Descaradamente as rajadas do vento…
A chuva que cai
Leva-me em gotas pequenas
Semeando-me nas montanhas e nas ribeiras,
E nasce, do céu, como se fossem açucenas,
Regando tudo como se tudo fossem árvores e flores
Esta chuva que cai
Bate as asas
Tão depressa
Que apenas nos sentimos
Leves
como as penas dos mais esvoaçantes Açores.

Recado

Como é bom beijar-te
entre as gotas geladas de chuva (que caindo vão)
e cheirar-te
entre suaves apertados toques da tua mão...

como é bom ver-te chegar,
ver-te sorrindo...
e ouvir dentro de mim meu coração gritar
o que está sentindo...