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Malvadez

Chuva ácida veneno crueldade insensatez corrói entranhas o espírito filha da insanidade seu nome:malvadez.
Mata vontades alegrias verdades. Rio de dor imundície mata o amor.
Esvazia deturpa agonia. Entristece degrada enfurece…

A palavra

Apalavra não ouve mas fala mata e cala seduz e enternece voa,desassossega, permanece… A palavra alerta e acalma enraivece e ampara a nossa alma. A palavra abriga e briga aconchega e chega sem partir. A palavra é transporte lança cortante e até morte mas é sorriso e sabe colorir.

Desbravei

Perdi-me,alegremente,na neblina do teu corpo
e deixei,que a pouca visibilidade do olhar fosse guiada pelo avançar arrepiante das minhas mãos,
fazendo dos meus dedos,pés,para caminhar suavemente pela tua pele.


Perdi-me,conscientemente, nas montanhas do teu corpo
e deixei,que os terrenos acidentados,vestissem-me de aromas de sementes e frutos,
fazendo do meu ventre algar e estalactite tutelada.


Perdi-me e, docemente, desbravei o teu corpo
e deixei, que a cada semear de beijo e a cada abraço de pele, aumentasse a minha força e meu sentir,
fazendo do meu espírito moradia de sentimentos e quietude.


Perdi-me como quem regressa ao conforto do lar(o teu corpo)
e deixei-me adormecer no despertar suave dos teus olhos de terra,
fazendo do teu abraço o travesseiro repousante, para os meus pensamentos e dos batimentos cardíacos solfejados no interior do teu peito, música relaxante.



Só tenho amor

Sou uma pobre qualquer Sou uma pobre mulher
Só tenho amor para dar Vivo a realidade a sonhar
Cheguei à conclusão que nada tenho Só um amor grande(do meu tamanho)
Eu apregoei,amor, apregoei Pois sem ele,nada sei
Quebrei barreiras e obstáculos Deixem-me prender em tentáculos
Sou uma pobre qualquer Sou uma pobre mulher
Eu abandonei carências Escolhi outras vivências
Deixei que o amor falasse mais alto,profundo Fiz do amor o maior bem deste mundo
Escrevi cartas, textos, poesia E fiz do amor a luz do meu dia
Reli nas entrelinhas dos olhos(teus)tuas aflições Sequelas e solidões
Povoei teu corpo e tua mente E deixei vir à tona o que teu coração sente…
Sou uma pobre qualquer Sou uma pobre mulher
Nada tenho para dar Só sei amar, só amar…
Eu apregoei,amor,apregoei Pois sem ele,nada sei.



Já (que) nasci

Já nasci carregada de sonhos
E dos sonhos fiz a minha moradia
Soneguei das lágrimas e dos momentos menos risonhos
A força brutal para parir alegrias.

Já nasci carregada de sentimentos
E dos sentimentos fiz lema e estandarte
E dos gritos de dor fiz sorrisos e alimentos
Para alimentar meu coração e minha arte.

Já nasci a cheirar livros,e letras, a devorar,
E devoro a vida por saber que nos escasseia
Então vivo com pressa de amar
Antes que me leve o mar,sepulte-me a areia.

Já (que) nasci
Quero viver
Sem medo de sonhar
Sem vergonha de querer.

Já (que) nasci e viva ando
Quero a vida toda que sei que existe
Sigo adiante vivendo e amando
Porque viver sem amar é tão triste…

Abraço apertado

Num ombro
um aconchego(quente)
e conforto…
Um castelo,
seguro,
meu porto!


Devagar
qual onda impetuosa
no mar
liberta-se uma harmonia cheirosa,
uma mansidão
e agarram-me mãos sedosas…
Convidam-me para um confortável espaço
desassossegado:
o recanto de um abraço,
morno, quente, que me devora ;
Apertado…
Macio…
Com demora…