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Manhã nublada

A ilha levantou-se da cama ensonada e correu para a varanda para ver o dia chegar, mas o dia vestia um calmo céu, que sem falar, contava que a manhã vinha nublada.
Tentei rasgar algumas nuvens entristecidas pousadas no beiral da minha janela incentivando suas partidas para que deixassem a manhã mais bela.
E num sopro de vontade e querer imaginei por entre nuvens ver um clarão, como na noite, se avista um farol.
Querendo que meu rosto gelado fosse aquecido e iluminado por um cálido raio de sol.

Dias que eu morro

Tenho dias que eu morro, que vou-me desfazendo por dentro e em mim mudam formas, e corro para longe do meu lamento…
São dias que pretendo apagar, esquecer, que me fizeram sofrer,chorar… Tenho dias que morro que tento ressuscitar.
E em mim mudam formas e trejeitos e meus olhos molhados e desfeitos alagam o chão das minhas pegadas…
Tenho dias que morro(dolorosamente) por dentro desvaneço desapareço em lágrimas geladas…

Pés descalços

Espaço meu

Por dentro suplico por calma por uma tranquila passagem onde todo o conteúdo da minha alma passe leve qual suave aragem. Por dentro suplico por calma na estrada da minha viagem!
Não me sei encontrar em tumultos e perco-me em momentos vazios, tornam-se meus movimentos esguios deixando para trás ritos e cultos; quero um tempo purificador sem gritos,sem mentiras,nem sofrer no qual eu possa sentir o gosto do amor onde ele fale calmamente,para eu o perceber.
Por dentro suplico por sossego para que minhas inquietações atraquem seguras. No papel derramo-me, junto-me em ideias futuras. Por dentro suplico por arrego não desejando mais horas escuras… Não me sei encontrar no desconforto, perco-me em lutas,que não minhas… Procuro um espaço meu,um calmo porto Traçado nestas palavras e nestas linhas.
Por dentro suplico por calma

Olhar escuro

Terra molhada

Água limpa