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Mensagens

Sopra-me

Vem devagar,pé ante pé
como quem esperançoso acende uma fogueira
vem devagar trazer-me conforto e fé
aninha-te,agasalha-te à minha beira.
Sopra-me tranquilamente
como se fosse eu,um lume adormecido
que vai surgindo timidamente
ganhando vida… sentido…




Vem devagar,em silêncio,vem envolve-me em lábios e pele macia dentro de mim só tu(mais ninguém) cada momento é magia… Sopra-me calorosamente aquecendo com delicadeza meu corpo são que adormeço serenamente nas linhas da vida da tua mão…

Doce mar salgado

Colho o teu sabor de doce mar salgado
que te escorre pela pele do corpo queimado,
que o sol beijou, deixando tons de caramelo;
provo-te num beijo doce de verão,
faço disparar o teu coração
quando, carinhosamente, acaricio o teu cabelo.


A água salgada leva-nos até ao céu, de azul vestido
banha-nos o espírito que renascido
torna-se leve, puro, angelical;
provo-te num abraço molhado
e sinto o teu amor doce e salgado,
sedutor e colorido como um coral.


Somos consumidos repentinamente
por uma calma renovadora e quente
que deixa paz, harmonia e conforto.
Provas-me com o sorriso do olhar
quando, serenamente te vens atracar
nos meus braços, tornados teu porto.



Distância

Maior que qualquer estrada, maior até que o mar, é a tristeza do olhar que não vê nada, da força dos braços sem abraçar…
A inércia arrasta o pensamento, para as palavras, que os lábios jorraram, enquanto o olhar em descobrimento revê terras e encostas que corpos desbravaram!
Mas é maior o espaço entre cada momento olhado, onde chovem saudades da intensidade do abraço, e da luta dos lábios no beijo molhado.
É o não alcançar… É a lonjura, que aperta, como um garrote, o coração, asfixiando–o … Inundando-o de amargura, arrancando–o do peito sem compaixão.
Maior do que a dor da carência, é a lembrança do toque,da fragrância; é o gelo do querer e contemplar a ausência, a ironia da proximidade na distância!

Manhã nublada

A ilha levantou-se da cama ensonada e correu para a varanda para ver o dia chegar, mas o dia vestia um calmo céu, que sem falar, contava que a manhã vinha nublada.
Tentei rasgar algumas nuvens entristecidas pousadas no beiral da minha janela incentivando suas partidas para que deixassem a manhã mais bela.
E num sopro de vontade e querer imaginei por entre nuvens ver um clarão, como na noite, se avista um farol.
Querendo que meu rosto gelado fosse aquecido e iluminado por um cálido raio de sol.

Dias que eu morro

Tenho dias que eu morro, que vou-me desfazendo por dentro e em mim mudam formas, e corro para longe do meu lamento…
São dias que pretendo apagar, esquecer, que me fizeram sofrer,chorar… Tenho dias que morro que tento ressuscitar.
E em mim mudam formas e trejeitos e meus olhos molhados e desfeitos alagam o chão das minhas pegadas…
Tenho dias que morro(dolorosamente) por dentro desvaneço desapareço em lágrimas geladas…

Pés descalços

Espaço meu

Por dentro suplico por calma por uma tranquila passagem onde todo o conteúdo da minha alma passe leve qual suave aragem. Por dentro suplico por calma na estrada da minha viagem!
Não me sei encontrar em tumultos e perco-me em momentos vazios, tornam-se meus movimentos esguios deixando para trás ritos e cultos; quero um tempo purificador sem gritos,sem mentiras,nem sofrer no qual eu possa sentir o gosto do amor onde ele fale calmamente,para eu o perceber.
Por dentro suplico por sossego para que minhas inquietações atraquem seguras. No papel derramo-me, junto-me em ideias futuras. Por dentro suplico por arrego não desejando mais horas escuras… Não me sei encontrar no desconforto, perco-me em lutas,que não minhas… Procuro um espaço meu,um calmo porto Traçado nestas palavras e nestas linhas.
Por dentro suplico por calma