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Mortes da vida

A vida é feita de mortes A nossa vida é feita de mortes. Das nossas mortes.  De mortes alheias. Mortes estupidas, cruéis e feias… Quando nascemos, morre-nos a possibilidade de vivermos para sempre.  Quando alguém nos morre, morremos também.  Morremos um pouco, morremos dolorosamente. Cada vez mais, sinto que a morte nos espreita.  Morremos quando damos mais valor a um lugar de destaque na sociedade,  do que a um lugar aconchegante num coração.  Morremos quando nos atropelamos para termos poder, morremos para ter,ter,ter… Hoje sinto-me um pouco morta.  Sinto-me assim porque vejo que ao meu redor,  apesar do lamento e da dor, há gente que vive morta.  Gente que simplesmente não entende,  que viver, por viver,  de nada importa… Quantas lágrimas mais teremos de chorar,  para estarmos preparados, para a despedida definitiva?  Quantas? Sei que, ainda que chorássemos todos os oceanos,  jamais estaríamos preparados para morrer ou para ver morrer…  Só sei isso…
Quando os outros morrem, morremo…

O Amor...

POEMA DO MUNDO QUE FAZEMOS

A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco.
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor… À medida que a vida passa
cruzamo-nos com gente sem graça
com projetos de gente
seres desumanos, que nos fazem frente,
desonrando a pureza da alma e da raça,
seres que vivem da mentira e da trapaça… E o tempo não para…
E cada vez mais, o carácter é qualidade rara.
Hoje em dia quanto mais sacana, melhor
vivemos num clima de morte e horror;
aplaude-se o diplomata que se diz homem
enquanto inocentes, à fome, morrem… A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco…
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor… E anda o mundo num corrupio
elas desfilam em peles de animais
e os animais, coitados, morrem de frio…
Num lado do mundo catam migalhas do chão
para matar a fome,
do outro lado
desmaiam de fraqueza
porque não podem engordar
e ninguém come… Temos um padrão,
um modelo
u…

Noite de Natal

Não se esqueçam do bacalhau Do peru ,do bolo-rei e do Vinho do Porto; Não se esqueçam das prendas e dos laços, Das mesas decoradas com muito requinte e cor.
Já agora, não se esqueçam de dizer a alguém o quanto vos é especial, de darem a mão a quem precisa de conforto de se envolverem, esta noite, em abraços
e fazerem da noite de  Natal,  uma verdadeira noite de AMOR!

À janela

À janela de casa Posso ver árvores a dançar E chuvas arrastadas Casas quietas Ruas molhadas…
À janela de casa, Por dentro das vidraças decoradas, Vejo a rua deserta, O vento cheio de força, A relva molhada, Uma mente aberta, Folhas mortas que vão dançando Quando o vento as vai soprando E depois solta-as, como se fossem pássaros mortos, Que vão caindo sem ação Inertes Pelo chão…
À janela vou revivendo Tempestades passadas Quando o tempo ainda era interminável, E vão chegando pensamentos E vão chegando (pre) visões De dias incertos Jardins desertos Novas tempestades, Furacões...
À janela vejo o gato Que se abrigou em cima do tapete, Enrolado no seu pelo, aquece-se, E nem dá pela tempestade que passa; Dorme, descansado, sem reparar que o olho Da janela…
À janela posso ver A revolta da natureza E esperar quieta que tudo passe… À janela Espero que o tempo se adiante E que logo chegue o meu amante, E com toda a força do vento, erga-me em seus braços, E me abrace…

Tempestades

Por aqui o céu prepara-se para chorar Lágrimas atrasadas e lágrimas futuras As árvores agitam-se, tentando aliviar O peso triste dos olhos das nuvens escuras. As flores da buganvília dispersam-se pelo chão Deitam-se sobre a verde relva molhada, Enquanto as palmeiras do vizinho se agarram bem ao chão, O vento dança comemorando a partida de uma árvore arrancada… O vento traz sempre novas visões, novas aragens Para quem se sente sem ar, sufocado, Quando chegar a bonança haverá espaço para novas viagens Para tomar um rumo novo ou um regresso ao passado… A vida é feita de tempestades Muitas inesperadas Outras anunciadas, Mas todas com fim! E como na natureza tudo tem o seu tempo de findar Nem com toda a sua força, o vento, há-de arrancar Todas as raízes que trago em mim.

Sempre é Natal

É Natal sempre que há esperança E em nós habita o espírito de criança!
Sempre que fazemos o bem, é Natal, Tornamos o mundo, um lugar especial!
É Natal sempre que ajudamos o nosso irmão Enchemos com amizade e amor o nosso coração!
Sempre que enchemos a vida de alguém com luz É Natal, nasce Jesus!