quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Meu amigo


Esta carta que te escrevo
leva tudo o que sinto por ti:
a admiração,
a amizade,
o bem-querer
e o amor.

Ela é escrita com carinho,
com linhas de ternura
com muita dedicação
e muitas letras de doçura.

Escrevo para dizer-te
que és uma prenda que a vida me deu
que quanto mais te quero mais sei querer-te
e cada vez mais és meu amigo, só meu…

Amo-te com amizade
e esta amizade infinita e cheia de cor
é selada com verdade

nossa amizade é amor.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016


Mortes da vida



A vida é feita de mortes
 A nossa vida é feita de mortes. Das nossas mortes. 
De mortes alheias. Mortes estupidas, cruéis e feias…
Quando nascemos, morre-nos a possibilidade de vivermos para sempre. 
Quando alguém nos morre, morremos também. 
Morremos um pouco, morremos dolorosamente.
Cada vez mais, sinto que a morte nos espreita. 
Morremos quando damos mais valor a um lugar de destaque na sociedade, 
do que a um lugar aconchegante num coração. 
Morremos quando nos atropelamos para termos poder, morremos para ter,ter,ter…
Hoje sinto-me um pouco morta. 
Sinto-me assim porque vejo que ao meu redor, 
apesar do lamento e da dor, há gente que vive morta. 
Gente que simplesmente não entende, 
que viver, por viver, 
de nada importa…
Quantas lágrimas mais teremos de chorar,
 para estarmos preparados, para a despedida definitiva? 
Quantas?
Sei que, ainda que chorássemos todos os oceanos, 
jamais estaríamos preparados para morrer ou para ver morrer… 
Só sei isso…

Quando os outros morrem, morremos também. 
Porque vemos nas lágrimas alheias a nossa dor, 
o sofrimento de um pai, 
de um irmão, 
de um amigo, 
de uma mãe…
Olhamos para dentro de nós e dizemos egoistamente: 
passa-me ao lado morte. 
Não me toques. 
Não toques os meus…
Mas quando os outros morrem, morremos também… 
Cada pá de terra fria ou cada labareda ardente, 
que acontece, 
também nos arrefece, 
também nos carboniza…
Hoje sinto-me um pouco morta, por saber certa esta fatalidade, 
por saber que todos os que amo têm um prazo de validade, 
tal como eu…
Sinto- me um pouco morta de saudade, 
choro quem para mim já morreu…

Sinto frio e desconforto. 
Tenho medo e revolta. 
Sinto a maior ingratidão da vida… 
Hoje sinto-me um pouco morta…

E vivemos assim, 
tentando continuar a vida após as mortes que nos vão vivendo…
Tentando levar a vida adiante, 
para lá na frente sermos apenas um instante…
Um instante, em que tudo termina. 
Uma impossibilidade de não mais sentir, olhar, ver sorrir… 
Um instante, silencioso e dilacerante…

Hoje sinto-me um pouco morta… 
E ainda assim tento agarrar-me à vida. 
Rebusco forças que se encontram misturadas com as dores, 
as incertezas, 
os problemas e o prazo de validade incerto e secreto…

Quem disse que um jardim de flores é sempre belo?
Que beleza pode ter uma coroa de flores, 
quando as lágrimas de tristeza regam a nossa alma?

Hoje sinto-me um pouco morta… Ainda que viva…

A nossa vida é feita de mortes. 
Das nossas mortes. 
De mortes alheias. 
Mortes estupidas, cruéis e feias…

Quem disse que um jardim de flores é sempre belo?





O Amor...


sábado, 16 de janeiro de 2016

POEMA DO MUNDO QUE FAZEMOS

A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco.
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor…
À medida que a vida passa
cruzamo-nos com gente sem graça
com projetos de gente
seres desumanos, que nos fazem frente,
desonrando a pureza da alma e da raça,
seres que vivem da mentira e da trapaça…
E o tempo não para…
E cada vez mais, o carácter é qualidade rara.
Hoje em dia quanto mais sacana, melhor
vivemos num clima de morte e horror;
aplaude-se o diplomata que se diz homem
enquanto inocentes, à fome, morrem…
A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco…
Morrem os grandes seres
perdem-se os verdadeiros prazeres,
já são escassos os que dão valor
à educação, à amizade, ao amor…
E anda o mundo num corrupio
elas desfilam em peles de animais
e os animais, coitados, morrem de frio…
Num lado do mundo catam migalhas do chão
para matar a fome,
do outro lado
desmaiam de fraqueza
porque não podem engordar
e ninguém come…
Temos um padrão,
um modelo
um guião
um corte de cabelo…
Temos de ter o peito do tamanho certo,
o nariz tem de ser corrigido
o rabo tem de estar empinado
e o decote mais aberto…
Namoramos com data marcada
brindamos à amizade quando o calendário aponta
e após muitos séculos de evolução,
ainda há uma guerra sagrada
e o Homem mata sem contemplação...
O mundo parece uma barata tonta…
À medida que a vida passa
cruzamo-nos com gente sem graça
com projetos de gente
seres desumanos, que nos fazem frente,
desonrando a pureza da alma e da raça,
seres que vivem da mentira e da trapaça…
Parecemos bonecas de pano
e ano após ano
vamos sendo formatados,
ora com cabelos lisos, curtos ou ondulados,
roupas todas da cor da tendência…
Haja santa paciência!
Eles, deixam a barba crescer ou aparam,
usam as calças quase a cair,
usam pós para se transformarem
e deixarem a vida fluir…
Matam-se modernamente
por ser atual
e criam uma sociedade doente
uma bomba-relógio social.
A nossa água está contaminada.
A nossa terra poluída.
Mas nada disto importa,
em Marte deve haver água sagrada
em Marte deve haver mais vida…
A pouco e pouco
O mundo vai ficando mais louco…
A ganância dilata
o homem faz a festa quando mata
joga à batalha naval, com a vida dos semelhantes.
O Homem nasce em guerra,
depois dizem ser racionais
quando nunca viram, nenhum dos outros animais
matar por prazer
até fazer desaparecer
espécies à face da Terra.
A pouco e pouco
o mundo vai ficando mais louco!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Noite de Natal





Não se esqueçam do bacalhau
Do peru ,do bolo-rei e do Vinho do Porto;
Não se esqueçam das prendas e dos laços,
Das mesas decoradas com muito requinte e cor.

Já agora,
não se esqueçam de dizer a alguém o quanto vos é especial,
de darem a mão a quem precisa de conforto
de se envolverem, esta noite, em abraços

e fazerem da noite de  Natal, 
uma verdadeira noite de AMOR!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

À janela


À janela de casa
Posso ver árvores a dançar
E chuvas arrastadas
Casas quietas
Ruas molhadas…

À janela de casa,
Por dentro das vidraças decoradas,
Vejo a rua deserta,
O vento cheio de força,
A relva molhada,
Uma mente aberta,
Folhas mortas que vão dançando
Quando o vento as vai soprando
E depois solta-as, como se fossem pássaros mortos,
Que vão caindo sem ação
Inertes
Pelo chão…

À janela vou revivendo
Tempestades passadas
Quando o tempo ainda era interminável,
E vão chegando pensamentos
E vão chegando (pre) visões
De dias incertos
Jardins desertos
Novas tempestades,
Furacões...

À janela vejo o gato
Que se abrigou em cima do tapete,
Enrolado no seu pelo, aquece-se,
E nem dá pela tempestade que passa;
Dorme, descansado, sem reparar que o olho
Da janela…

À janela posso ver
A revolta da natureza
E esperar quieta que tudo passe…
À janela
Espero que o tempo se adiante
E que logo chegue o meu amante,
E com toda a força do vento,
erga-me em seus braços,
E me abrace…

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Tempestades


Por aqui o céu prepara-se para chorar
Lágrimas atrasadas e lágrimas futuras
As árvores agitam-se, tentando aliviar
O peso triste dos olhos das nuvens escuras.
As flores da buganvília dispersam-se pelo chão
Deitam-se sobre a verde relva molhada,
Enquanto as palmeiras do vizinho se agarram bem ao chão,
O vento dança comemorando a partida de uma árvore arrancada…
O vento traz sempre novas visões, novas aragens
Para quem se sente sem ar, sufocado,
Quando chegar a bonança haverá espaço para novas viagens
Para tomar um rumo novo ou um regresso ao passado…
A vida é feita de tempestades
Muitas inesperadas
Outras anunciadas,
Mas todas com fim!
E como na natureza tudo tem o seu tempo de findar
Nem com toda a sua força, o vento, há-de arrancar
Todas as raízes que trago em mim.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Sempre é Natal



    
É Natal sempre que há esperança
E em nós habita o espírito de criança!

Sempre que fazemos o bem, é Natal,
Tornamos o mundo, um lugar especial!

É Natal sempre que ajudamos o nosso irmão
Enchemos com amizade e amor o nosso coração!

Sempre que enchemos a vida de alguém com luz
É Natal, nasce Jesus!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Aposto que há gente que nunca provou um poema


Aposto que há gente que nunca provou um poema;
Que nunca sequer descascou um verso;
Nunca polvilhou com canela uma rima,
Sequer tocou de leve os lábios
Para lhe sentir o gosto.

Aposto que há gente que faz poemas a metro
Que acredita que basta juntar água,
Mexer, e já está: POESIA.
É gente desta que engorda do vazio e da mesquinhez,
Gente que nunca provou um poema…
Aposto que há ainda gente assim
Distante dos melhores sabores e aromas requintados.
Coitados!
Aposto que ainda há gente que devora uma história falsa e ruim
Ao invés de degustar versos e versos apaixonados.
Sei que ainda se escrevem romances inventados,
Que se copiam poemas, mas com alguns versos trocados…

Aposto que há ainda gente que nunca provou um poema,
Um verso,
Uma quadra,
Poesia…
Gente desta invejosa
Gente horrorosa
Projetos de gente… vazia…
Aposto que ainda há quem não se arrepie
Quando de uma garganta,
Poemas se libertam melodiosos
Aposto, sim!

Ainda há gente assim,
Que caminha entre os verdadeiros poetas
São Projetos de gente,
Mentiras vivas
Disfarçando  maldades, com sorrisos e historietas.
Inventando histórias de dó, dor e piedade,
São castelos de cartas temporários
Que há menor brisa do vento,
Os desfará, soprando para o ar a verdade…

Aposto que há gente (ainda) que nunca provou um poema,
Gente que julga ser livro
Por se esconder numa capa...

Ai! Ser tolo!
Ainda há gente que acredita
Que um livro de poesia
Pode ser feito num dia
Fácil e imediato,
Como é o fazer de um bolo…
Aposto que há gente que nunca provou um poema,
Gente pequena,
Sem miolo…

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Beijo tácito


Do outro lado da rua
Dum outro lado da vida
Vislumbraste uma mulher,
Encheste a tua visão que era nua
Encontraste uma saída
Desististe de morrer…

Do outro lado, do lado de dentro
Despertou em ti um viver
Reanimou-te o teu pulmão
Percebeste que és morada de sentimento
E que aquela mulher
Ressuscitou o teu coração…

Do outro lado, do lado da felicidade
A vida sorriu para ti confiante
Livrou-te de um destino aflito…
Encontraste, por inteiro, a tua metade
Segues, do seu lado, adiante
Trocando com o olhar um beijo tácito.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Amor logo cedo


Logo cedo elas acordam, e abrem a porta do guarda-roupa
Perdem-se na escolha imensa de uns trapos para vestirem o corpo,
Tropeçam em caixinhas cheias de sombras e base
E tentam dar cor ao rosto
Que tantas vezes veste olheiras de desgosto…
Logo cedo eles cobrem o rosto de espuma branca
Raspam os pelos, embelezam-se,
Banham-se, perfumam-se
Olham-se ao espelho,
Para verem se os outros vão gostar…
Enquanto isso, elas esticam os cabelos encaracolados
Ou enrolam os cabelos esticados,
Depressa,
Que o tempo está a passar…

Logo cedo tudo corre
E ninguém olha o céu
Ninguém se digna dizer o quão lindo está o dia,
Que bom é estar vivo,
que truque este de magia
Que fez a mãe natureza,
Que ergueu o Sol no céu,
Depois de tanta escureza …

Depressa que o dia já nasceu
Mas ninguém viu…

Logo cedo a cozinha cheira a café
Cheira a pão com manteiga
E leite com chocolate.
Logo cedo, eles vêem o email
E elas já não os  beijam
Para não borrarem o batom escarlate…

Já é dia, e logo cedo há atropelos nos corredores
E não se ouviram vozes,
nem “Bons dias, meus amores!”

Cada qual prepara a sua marmita
cada um metido no seu mundo
e quando ninguém se  grita
paira na casa um silêncio profundo…

E ouve-se uma porta pesada de madeira
Bater
Que faz as paredes da casa vizinha estremecer,
E lá vão eles no carro top de gama,
apressados
Juntos,
em mundos separados…

Amor logo cedo
Senti a tua mão deslizar
no interior da minha camisa de noite
e senti-me a acordar…
Abraçaste-me, quente
Beijaste-me a orelha com uma dentada
Enquanto a tua mão caminhava,
Desenfreada…

Amor logo cedo
Fomos um abraço sem pressa
Fomos geólogos corporais
Fomos forno
Grão de café
E o teu corpo doce e morno
Arrepiou-me até à ponta do pé,
Arrepiou-me (toda) até não mais…

Amor logo cedo
Vimos a luz solar
O vento
E o luar…

Amor, logo cedo, tomamos banho de meiguices
Contamos histórias arrepiantes (aos ouvidos)
Rimos de tolices,

Acordamos o dia com gemidos…
E as minhas bochechas ficaram coradas
E as nossas sombras mais juntas e apressadas
Receberam o novo dia.
E a minha pele rejuvenesceu
E o teu sorriso que é todo meu
Brilhou mais do que uma estrela guia…

Amor, logo cedo, fomos amor
Pão quente
Sumo de frutos
Mel,
Fomos (pele) torrada,
Calor…
Fomos amor, logo cedo,
Fomos bandeja de sabores saciantes,
Semeamos pelos corpos beijos
Abraços,
Aromas…

E amor, logo cedo,
Enquanto me tomas
Fazendo do amor
Pequeno-almoço,
Beijo-te
Agarro-te o pescoço
Fundindo mais as nossas vidas
Qual diário e seu segredo.
E no escuro, amor, por debaixo do cobertor,
Fomos amor,
Amor logo cedo…




domingo, 6 de dezembro de 2015

Teoria


 

O amor: a teoria mais sensual,
Vestido de papel,
Pintado com todas as cores,
É tela,
Poema,
Vital
É cartilha,
Carta apaixonada,
Listagem de odores.

Têm milhões de páginas escritas,
Expressões ruidosas,
Palavras bonitas…
Há lágrimas impressas,
Gritos aflitos,
Pernas abertas,
Corpos suados,
Caixas de chocolates,
Rosas,
Muitos gritos (calados) …

O amor é pele aquecida pelo Sol,
É casaco de lá
Girassol
Um frasco de perfume.
Então o amor é tudo o que foi desejado
É o futuro presente,
Caminho traçado,
Jardim de flores calcetado com ciúme.

Esta é a teoria mais prática do eixo da Terra
É remédio (santo) para as dores da alma,
Remédio para os que sem alma fazem guerra,
Arma e luz dos mistérios do coração…
O amor é o rei,
É o mágico,
O Papão,
O sapo,
A abóbora,
Aurora celestial.
O amor é o “era uma vez”
É o “ viveram felizes para sempre”,
É o misterioso sapatinho de cristal…

Tem milhões de páginas escritas
É sal,
Tempero,
Que não pode faltar…
Se és pelo amor, porquê não gritas?
Só o amor não pode faltar…
Tudo na teoria do amor é resumo,
Tudo no amor é consumo

E quem não o traz para a vida?
Precisa de o trazer…
Porque o amor é o sal,
O tempero,
O gosto,
E quando a vida não tem gosto
Quem a consegue comer?

sábado, 5 de dezembro de 2015

Não


Não é poesia quem quer, 
mas quem nasce poesia.

Não é pássaro quem voa,

mas quem nasceu com asas para voar.

Não é semente quem é lançado à terra,

mas quem germina depois de sepultado.

Não é amor quem obriga amar, 

mas quem liberta, 
deixando os braços abertos,
para quem parte, 
voltar...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ela


Quando ela anda há movimento
Ela arrasa com a potência do vento
Porque ela é toda energia.
Avança na vida cheia de talento
Toda ela é sentimento
Carrega nos olhos magia.

Quando sorri, sorri das entranhas
Não se apoia em façanhas
Nem faz da mentira as suas indumentárias.
É vitoriosa, lutadora
Persistente, coerente, sonhadora,
Invejada pelas reles e otárias.

Quando ela solta os cabelos ao ar
A natureza ajoelha-se para ela passar
Faz-lhe vénias à sua genuinidade.
Ela é vistosa, real, desejada,
Feliz, cuidadora, amada
É uma mulher de verdade.

Quando chora, chora porque sente,
Se erra, assume, não mente,
É frontal, inspirada, um furacão.
Não perde tempo com miudezas,
Dedica-se às suas belezas
Vive em paz com o seu coração.

Quando ela caminha as pedras se agitam,
Os pássaros cantam, as flores se esticam,
Para deixá-la passar majestosa.
É a senhora poesia
Do seu apaixonado, a alegria
É mulher firme, doce e formosa.

Quando anda, anda destemida
Olhar seguro, cabeça erguida,
Não se camufla em artimanhas de breu.
Ama, sente, ri e persiste.
Sim! Esta mulher existe!
Sim. Esta mulher sou EU!


BEIJO TEU

Não preciso ver Para (te) sentir Porque só ser Já é existir. E cada beijo teu É declaração É amor, é céu É realização. Não preciso ter Par...