quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Todo meu


Não te roubei,
apenas te encantei.
Quem não fica interessado
num ser tão raro e inspirado?

Não te roubei.
Te apaixonei!
Levei-te à morada da felicidade
mostrei-te o amor de verdade.

Não te roubei,
apenas te ressuscitei.
Havias adormecido
vivias sem sentido.

Não te roubei,
apenas te amei.
Levei-te em viagem ao céu
e agora és todo meu!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O meu vestido de renda


Vesti para ti o meu vestido de renda

com janelas para a minha pele hidratada
fazia de mim uma prenda
pronta a ser desembrulhada…

Vesti para que os teus olhos olhassem
as minhas curvas corporais
e os teus pensamentos te levassem
a recantos meus: vivos, carnais…

Vesti o meu vestido e calcei o sapato de salto
maquilhei o rosto, e os lábios decorei , 
e elegantemente percorri o asfalto
segura pela tua mão, que com a minha entrelacei…

O meu vestido de renda despertou a tua ambição,
desejaste ser renda e vestir a minha cútis
e cobrires de elegância o meu coração
pulsando em mim a cada segundo, sendo feliz.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Lonjura


E a cada segundo que passa
aumenta minha amargura
meu coração tolo estilhaça
com a realidade desta lonjura
pois quem longe está, não nos abraça
nem nos enche de ternura…

Sigo minhas obrigações
alimento as minhas vidas inquietas
e guardo as minhas emoções
nas minhas inacessíveis gavetas
e aos poucos matam-me as ilusões
que vou tornando secretas…

E a cada segundo que passa
sinto ainda mais solidão
sinto ser a eterna traça
à espera de transformação
sendo quem a todos abraça
sem receber consolação…

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Distimia


Uma dor sem rosto
uma tristeza constante
que levava o calor de agosto
deixando a luz da  noite distante…

Era uma dor fria, cascata de choro
um desistir persistente
uma ave de mau agoiro
um organismo doente…

Fazia as asas arrastarem-se pelo chão,
voar era algo impensável
os músculos perderam a capacidade de ação;
tudo era detestável…

Só lágrimas e gemidos
só escuro e dor
jardim mortos e destruídos
ansiedade, insegurança e pavor…

Era triste e denso
o nascer de cada dia,
um sofrimento imenso:
distimia…


quarta-feira, 27 de julho de 2016

FOI MESMO NO SOFÁ


Foi mesmo no sofá
que te desarmei…
Atirei-me para os teus braços
e suspirei.
Não tive forma de me conter
e apressei-me para te derreter…
Foi mesmo no sofá
que te prendi,
ocupei o teu colo
e renasci…
Lá tive tempo de aguardar
por melhores condições,
abracei-te
e despi-te de ilusões.


Foi mesmo no sofá
que tornei real
o meu fetiche de simples mortal…
Saltei para o teu colo
como quem mergulha para se banhar,
prendi me aos teus lábios
para te beijar
e encontrei na tua pele
o Sol e o mar
e ondas frescas de abraços imparáveis,
e salpicos escaldantes de palavras inigualáveis …
Lá tive tempo de medir a temperatura
atirei-me do mais alto penhasco da minha loucura
e aterrada no teu aconchego
tornei-me lava,
desfiz-me de ser rochedo.
Perdi a conta das vezes que repetimos os beijos
e perdi a conta dos desmaios…
foram tantas as repetições
tantos os ensaios,
concretizações…
Foi verão
com ondas de calor
e foi arrepiante nevão
com estrelas de amor…


Foi mesmo no sofá
que adormeci no teu abraço
e sonhei que viajava pelo espaço…


Foi mesmo no sofá
Que os nossos corpos se aninharam
como se fossem uma concha quando se fecha para repousar;
que sorte é esta que nos traçaram
viver um sonho
sabendo que afinal não estamos a sonhar…

segunda-feira, 25 de julho de 2016

O amor faz amor


O amor faz-nos bem
E quando encontramos alguém
Que sonha com a nossa realidade
A vida sorri
E a alegria contagia
Cresce em nós a vontade
De viver
De crescer
De sonhar
Tem magia…
O amor nos liberta
Povoa a nossa alma, quando deserta
Semeia em nós a capacidade de amar!
O amor faz-nos bem
E até o orvalho da manhã
Sabe-nos a panquecas com mel
As lutas são apenas desafios
E as tempestades, tornam-se suaves frios
É fácil amar e ao amor ser fiel.
O amor faz amor
Cura as feridas
Anula a dor
Traz vida aos nossos dias
O amor dividido
Reciproco e sentido
É tudo o que tem valor.
Quando amamos somos do bem
E até o orvalho da manhã
Nos alenta o viver
Quem ama de verdade
Não abriga em si maldade
Ama
É amado
Cresce
E deixa crescer.
O amor faz-nos bem
Quando amamos
Fazemos amor  (nascer) também
E amar é um refrigério.
O amor é energia
Pássaro com asas de poesia
Ninho de aconchego e mistério…



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Lábios salgados




Trouxe o mar na boca
para aos poucos o provar
o sol veio na roupa
que despi à beira mar.
Trouxe-te no pensamento
e a cada respirar
degustei o momento
que o mar me veio salgar…
Trouxe o mar na boca, trouxe  sal
que a minha pele temperou,
trouxe o teu sorriso especial
que a minha memória captou.
Trouxe-te, como quem traz uma preciosidade
e guardei-te com os valores mais desejados;
trouxe o mar da felicidade
com ondas refrescantes dos teus lábios salgados.

BEIJO TEU

Não preciso ver Para (te) sentir Porque só ser Já é existir. E cada beijo teu É declaração É amor, é céu É realização. Não preciso ter Par...