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Jardim inteiro

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Passaste suave num jardim onde sentiste meu perfume no ar, e desde então que sou assim, como se fosse o teu respirar. Sou a tua rosa em botão, que se alimenta no teu abraço, perfumo–te a vida,o coração, embelezo   teu regaço. Regas–me com beijos e guarida, misturando com o meu, o teu cheiro, colhes com jeito minha pétala caída, regas de amor meu jardim inteiro. Cuidas de mim,és sol e rega, és chama ardente do meu lume; és todo corpo em entrega, o louco aroma do meu perfume.

Menina Poesia

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Do cheiro da terra colhi a inquietante inspiração, a intensidade   das palavras, é fruto   da maresia; junto – as assim, perfeitas, neste meu coração, carregado de sensibilidade e terna poesia. Nasci cedo, no mês das mais belas flores, sou toda Maio, sou um pássaro, sou andor; sou as verdes lagoas das ilhas dos Açores compondo e declamando   poemas de amor! Em minha Angra atracam pensamentos, trazidos em botes baleeiros de sentimentos, resgatados na linha do horizonte,tão fina… Nasci, minha querida mãe! Desejada e forte, lutando, construindo pilares sólidos p’rá sorte, sendo sempre eu, em versos, mãe. Eu! A tua menina.

Dança das línguas

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A minha língua era como terra de ninguém, deixada por cultivar e ao abandono, povoada por corvos em harém, em queda,como as folhas no Outono! A tua língua,trazia o gosto da resiliência, trazia papilas,em séquito degradado, que procuravam uma razão de existência, ansiando uma terra,onde ser arado. Juntas,entre bocas que as ostentam, tanto saem agitadas,como entram, mostrando,do amor,toda a pujança; Procurando na húmida boca desejada a tão almejada porta de entrada, onde as línguas se entregam em dança!

Eu contei…

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  Eu contei a toda a gente sobre o amor que a gente sente, dos olhares, dos sorrisos, dos desejos. Eu contei da nossa paixão, do toque da tua mão, do veludo dos teus beijos. Eu contei que fazes – me feliz; que és alguém que sempre quis, quem me conforta na dor; contei que contigo o tempo pára; que a teu lado sou jóia rara; contei que és o meu amor! Eu contei que alegria és, que me iluminas da cabeça aos pés, quando meus cabelos acaricias. contei que com o abraço nosso ou com o teu beijo no meu pescoço, Toda eu, tu arrepias… Contei que mesmo longe, estamos perto; que és a certeza no incerto; que sou o nome por qual chamas. Contei que teus olhos ao verem – me chegar, sorriem e brilham sem parar, pois, sou a mulher que tu amas!

Aroma

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A intensidade de um olhar, levou – te a buscar – me na distância, correndo por instinto… sem pensar, ansiando inalar minha fragrância… Uma vez impregnada em tua tez fui como um vício imparável, que buscavas em cada nova vez repleto de uma sede insaciável. E na humidade quente da boca tua a minha, já sedenta e seca de excitação, pedia – te calada que me deixasses... nua que libertasses teu corpo em erecção… Em silêncio os corpos falaram... gemendo… Entregues… distantes… suados, livres de olhares, aparências e querendo eternamente ficar encaixados... Uma vez entregue, em teus braços resistentes e na totalidade de teus músculos possantes, meus seios foram fonte de água… quentes… Minha anca oceano de movimentos incessantes… E se foi sexo… amor…entusiasmo, carência… paixão ou desatino… Sei lá… ainda sinto a intensidade do teu orgasmo despertando meu aroma natural feminino!

Soneto Verdade

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  A alma também envelhece à medida que o tempo corre, a   força diminui, o corpo morre, só a memória não esquece! Os dias contados tornam – se meses; os meses traduzem – se em anos; e   apercebemo – nos que somos humanos, e erramos tantas vezes… Embora haja quem diga ser pecado amar intensamente e ser amado, caso pudesse ,não corrigia minha imprudência… Pois o amor teu, foi a luz do meu dia… A razão de vida, a minha alegria… O amor maior da minha existência!

Pedaços de uma Mulher

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Estas palavras que aqui deposito são como as lanças que me agoniam, que destroem o meu peito aflito, me esfaqueiam,me esvaziam… São palavras sentimentos que me esvoaçam que eu temi tantas vezes exprimir, por saber que ao dizê–las,já não me abraçam os braços, que tantas vezes,loucamente,pude sentir. E vou eu, como outras vezes no passado, percorrer,entre lágrimas e tristeza,o corredor, tentando recuperar meu coração despedaçado por procurar e acreditar tanto no amor! Embora devagar,passo a passo, sentindo uma imensa vontade de ruir, tentarei colher para o meu regaço os pedaços de mim para me reconstruir. Irei no amanhã olhar com prudente calma, esconderei o meu olhar,a minha essência… Não deixarei ninguém encontrar neles a minha alma viverei guardando bem guardada   minha carência… E sentada a escrever,tanto que rastejo… Pois é assim que me sinto,no poço, no fundo… Apagaste em mim o futuro,o desejo, foi como se me expulsas...