Jamais foi meu
Eu tenho guardado em mim o segredo dos projectos da minha vida atribulada, onde muitos dias eu sou arvoredo noutros solo árido sem nada. Eu tenho lutado em batalhas interiores, escondida em sorrisos e gestos carinhosos, de onde regresso cheia de feridas e de dores vendo partir seres vazios vitoriosos. Eu tenho tentado arrancar de mim os desejos; apagar as lembranças e a vontade, suspender do mau paladar o gosto dos beijos, negando muitas vezes não ver a verdade… Eu tenho tentado não ver, me iludindo, sabendo muito bem deste filme qual o fim! Cada dia que chegas é como se tivesses partindo pois jamais serei tanto para ti quanto foste p’ra mim. Eu tenho contado a mim mesma mentiras no escuro, pois a estrada que me mostraste, terminará em breve, onde eu serei um passado sem futuro lavando meu rosto triste com derretida neve… Eu tenho calada, gritado como lamento (sem direcção meu olhar já se perdeu). Tento aniq...