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Esse doer no coração

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À tua espera e esquecida de mim, tem sido minha vida… … tenho vivido assim! Entre lembranças e saudades tantas vezes adormeci, cansada do cair da lágrima, me sentindo abraçada a ti… Procuro um sinal teu! Um cruzar do olhar antigo; o teu abraço… e o beijo… o meu porto de abrigo… Eu tento… fugir… até tento não lembrar; mas tua imagem vive a surgir, volta em mim, sempre, ao acordar… Desejo não mais respirar! Queria ser cinzas de uma lembrança , no mundo… é que quando respiro, não pára de gritar esse doer no coração… tão fundo…

Tu

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  Tu, não és uma pedra dura, nem feito és do mais frio gelo, apenas escondes teus sonhos e tua ternura pintando na tua vida um pesadelo… Tu, não és de maldade tecido! Eu vejo no teu olhar esconderijos de papel, onde teimas ficar escondido, limpando as gotas, que te escorrem, de mel. Tu não és uma alma vazia que caminhe adiante sem olhar. Apenas temes o amor e a alegria, assim… desistes de lutar… Tu não és um ser insensato achas   só ,que tua vida não vale nada, e então anulas – te , és ingrato, deixas tão vazia a tua estrada… Tu não sonhas com receio e se sonhas não te aventuras, deixas teus projectos ficar a meio desfrutas   sozinho   tuas amarguras… Tu não vives! Vais vivendo! Acomodas – te na tua tradicional teia, não te apercebes que vais morrendo de cabeça soterrada na areia … Tu , esqueceste de seguir , sem temer, sem largar a mão de quem dizias amar tanto, e agora passas teus dias a ver morrer o amor , sem forma de renascer… em pranto… Tu não entendes ...

Jardim inteiro

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Passaste suave num jardim onde sentiste meu perfume no ar, e desde então que sou assim, como se fosse o teu respirar. Sou a tua rosa em botão, que se alimenta no teu abraço, perfumo–te a vida,o coração, embelezo   teu regaço. Regas–me com beijos e guarida, misturando com o meu, o teu cheiro, colhes com jeito minha pétala caída, regas de amor meu jardim inteiro. Cuidas de mim,és sol e rega, és chama ardente do meu lume; és todo corpo em entrega, o louco aroma do meu perfume.

Menina Poesia

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Do cheiro da terra colhi a inquietante inspiração, a intensidade   das palavras, é fruto   da maresia; junto – as assim, perfeitas, neste meu coração, carregado de sensibilidade e terna poesia. Nasci cedo, no mês das mais belas flores, sou toda Maio, sou um pássaro, sou andor; sou as verdes lagoas das ilhas dos Açores compondo e declamando   poemas de amor! Em minha Angra atracam pensamentos, trazidos em botes baleeiros de sentimentos, resgatados na linha do horizonte,tão fina… Nasci, minha querida mãe! Desejada e forte, lutando, construindo pilares sólidos p’rá sorte, sendo sempre eu, em versos, mãe. Eu! A tua menina.

Dança das línguas

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A minha língua era como terra de ninguém, deixada por cultivar e ao abandono, povoada por corvos em harém, em queda,como as folhas no Outono! A tua língua,trazia o gosto da resiliência, trazia papilas,em séquito degradado, que procuravam uma razão de existência, ansiando uma terra,onde ser arado. Juntas,entre bocas que as ostentam, tanto saem agitadas,como entram, mostrando,do amor,toda a pujança; Procurando na húmida boca desejada a tão almejada porta de entrada, onde as línguas se entregam em dança!

Eu contei…

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  Eu contei a toda a gente sobre o amor que a gente sente, dos olhares, dos sorrisos, dos desejos. Eu contei da nossa paixão, do toque da tua mão, do veludo dos teus beijos. Eu contei que fazes – me feliz; que és alguém que sempre quis, quem me conforta na dor; contei que contigo o tempo pára; que a teu lado sou jóia rara; contei que és o meu amor! Eu contei que alegria és, que me iluminas da cabeça aos pés, quando meus cabelos acaricias. contei que com o abraço nosso ou com o teu beijo no meu pescoço, Toda eu, tu arrepias… Contei que mesmo longe, estamos perto; que és a certeza no incerto; que sou o nome por qual chamas. Contei que teus olhos ao verem – me chegar, sorriem e brilham sem parar, pois, sou a mulher que tu amas!

Aroma

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A intensidade de um olhar, levou – te a buscar – me na distância, correndo por instinto… sem pensar, ansiando inalar minha fragrância… Uma vez impregnada em tua tez fui como um vício imparável, que buscavas em cada nova vez repleto de uma sede insaciável. E na humidade quente da boca tua a minha, já sedenta e seca de excitação, pedia – te calada que me deixasses... nua que libertasses teu corpo em erecção… Em silêncio os corpos falaram... gemendo… Entregues… distantes… suados, livres de olhares, aparências e querendo eternamente ficar encaixados... Uma vez entregue, em teus braços resistentes e na totalidade de teus músculos possantes, meus seios foram fonte de água… quentes… Minha anca oceano de movimentos incessantes… E se foi sexo… amor…entusiasmo, carência… paixão ou desatino… Sei lá… ainda sinto a intensidade do teu orgasmo despertando meu aroma natural feminino!