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Maior fortuna

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Jóias? Não! Não as preciso, minha maior fortuna está no coração; quem me amar ,que me ofereça o paraíso construído com carinho e com paixão! Flores? Feitas de perfume e cetim?! Prefiro vê–las na terra a crescer, pois eu mereço um infinito jardim, onde borboleta,eu possa ser! Riqueza? Nunca,na vida te persegui! P’rá minha vida,sonho outras alegrias, pois nada trazia nas mãos, quando nasci, e sei que morro e parto de mãos vazias. Não!Sei bem,não tenho preço! Sou grão de areia em praia iluminada; Sei o que sou e tudo o que mereço, e   sei que mereço ser muito amada.

O grito do meu silêncio

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A Solidão grita louca já sem parar, é como se fosse rio de meandros cheio, que anseia entregar – se ao mar, sem qualquer reserva nem receio. Demonstra intensamente sua aflição no demorado arregalar dos olhos, em busca, sufocando friamente a voz do coração que lhe grita, incomoda e ofusca! Seres do mundo, não sabem que este foi criado, para ser do amor o nobre reinado, vivem carregando nas almas um coração vazio! Cerro então minha boca, para não deixar fugir, tentando desesperadamente, esta dor engolir, calando – a, com o grito do meu silêncio!

Sentir - te em mim

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O dia todo, viveu em mim um arrepio, companheiro de um apaixonante odor sagaz, trouxe á mente minha, em desafio, lembranças de um momento tão fugaz! O odor do teu corpo quente, em exaltação, misturado com sentimento, desejo e suor, vive em minha pele provocando inundação; Inconscientemente sou toda feita de tremor… Respirando todo o ar, bem fortemente, como se necessário uma inalação permanente, consigo sentir todos os cheiros, que eu sei reais. Deixo então que me penetrem… me inundem, como se eu fosse um óvulo… pois, que me fecundem! Já que sentir – te em mim, nunca é demais…

Perto do fim

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Correm boatos que o mundo estará perto do fim, que acabará; que Deus destruirá a Terra! Que se inicia uma grande guerra… A guerra é a que temos nos interiores estas, onde nós matamos os amores; nas que cortamos os ternos laços; onde nos agredimos ao invés dos abraços… E o fogo que nos incendiará, pena não ser o da paixão, mas será o da ganância, do egoísmo e do poder. Pois iremos perceber, embora já tarde, que a vida é o fogo intenso, que em nós arde, E que muitas vezes nos esquecemos de viver!

Mar de memórias

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Hoje novamente, me encontrei sem direcção; dirigi sem rumo, até mesmo sem pensar, fui na busca de um caminho, que nós ainda não tivéssemos andado a percorrer e a desbravar. Só ouvia, constantemente o teu chamar, deixando minha mente de lembranças tão cheia! A dança sincronizada das ondas do mar… O borbulhar do sil êncio nos grãos de areia… E alimento compulsivamente, a esperança minha, mantendo desta forma vivo o amor que me surgiu inesperado na vida, e se aninha, trazendo vida nova, alegria, mas também dor! Dor porque a ausência não se contorna. Quem amamos povoa-nos todo o ser… Mas o coração é exigente, não se conforma; os olhos têm de sentir, as mãos têm de ver! Chorei! Chorei! Aumentei as águas… Deixei – me levar nas ondas, para atingir a calma… Aliviei um pouco essas minhas mágoas, sosseguei um pouco a minha alma. Sei que ainda me restam as memórias e as fotografias que te tirei com o olhar; ainda poderei ler ao espelho,...

Esse doer no coração

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À tua espera e esquecida de mim, tem sido minha vida… … tenho vivido assim! Entre lembranças e saudades tantas vezes adormeci, cansada do cair da lágrima, me sentindo abraçada a ti… Procuro um sinal teu! Um cruzar do olhar antigo; o teu abraço… e o beijo… o meu porto de abrigo… Eu tento… fugir… até tento não lembrar; mas tua imagem vive a surgir, volta em mim, sempre, ao acordar… Desejo não mais respirar! Queria ser cinzas de uma lembrança , no mundo… é que quando respiro, não pára de gritar esse doer no coração… tão fundo…

Tu

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  Tu, não és uma pedra dura, nem feito és do mais frio gelo, apenas escondes teus sonhos e tua ternura pintando na tua vida um pesadelo… Tu, não és de maldade tecido! Eu vejo no teu olhar esconderijos de papel, onde teimas ficar escondido, limpando as gotas, que te escorrem, de mel. Tu não és uma alma vazia que caminhe adiante sem olhar. Apenas temes o amor e a alegria, assim… desistes de lutar… Tu não és um ser insensato achas   só ,que tua vida não vale nada, e então anulas – te , és ingrato, deixas tão vazia a tua estrada… Tu não sonhas com receio e se sonhas não te aventuras, deixas teus projectos ficar a meio desfrutas   sozinho   tuas amarguras… Tu não vives! Vais vivendo! Acomodas – te na tua tradicional teia, não te apercebes que vais morrendo de cabeça soterrada na areia … Tu , esqueceste de seguir , sem temer, sem largar a mão de quem dizias amar tanto, e agora passas teus dias a ver morrer o amor , sem forma de renascer… em pranto… Tu não entendes ...